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Pix amplia inclusão financeira sem reduzir uso de cartões, afirma CEO da Pagsmile
Publicado 16/07/2026 • 17:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 16/07/2026 • 17:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Pix ampliou a inclusão financeira no Brasil sem reduzir o uso dos cartões de pagamento, disse nesta quinta-feira (16) Marlon Tseng, CEO da Pagsmile, ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, os dados do mercado mostram que os dois meios de pagamento cresceram simultaneamente desde a criação do sistema instantâneo do Banco Central.
O executivo afirmou que o avanço do Pix não retirou espaço dos cartões de crédito e débito. “As transações de cartão continuam crescendo e cresceram muito. O Pix veio como um complemento, democratizando o acesso ao sistema financeiro e impulsionando também a utilização dos cartões”, disse.
De acordo com Tseng, a abertura de contas para utilização do Pix também amplia o acesso dos consumidores a outros produtos financeiros, como cartões, fortalecendo a bancarização da população.
Na avaliação do CEO da Pagsmile, as críticas do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) ao Pix vão além da concorrência entre meios de pagamento.
Segundo ele, os números mostram que as transações com cartões passaram de 23 bilhões em 2020 para 48 bilhões em 2025, indicando que o crescimento do Pix não prejudicou esse mercado.
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“Financeiramente não há prejuízo para os cartões. O Pix complementa o sistema de pagamentos e amplia o acesso das pessoas ao sistema financeiro”, afirmou.
Tseng destacou que o sucesso do Pix levou diversos países a desenvolver sistemas semelhantes de pagamentos instantâneos.
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Siga o Times | CNBCEle citou iniciativas como o FedNow, nos Estados Unidos, além de plataformas criadas na Índia, no Reino Unido e em outros mercados, embora avalie que nenhuma tenha alcançado o mesmo nível de adoção observado no Brasil.
“O Pix é um case de sucesso. O Banco Central recebeu reconhecimento internacional pela inovação e esse modelo passou a ser estudado por diversos países”, disse.
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Segundo o executivo, além da praticidade para os consumidores, o Pix oferece vantagens financeiras às empresas por permitir o recebimento imediato dos recursos, reduzindo custos relacionados à antecipação de recebíveis dos cartões.
Ele observou que, por esse motivo, muitos varejistas passaram a oferecer descontos para pagamentos realizados por meio do sistema instantâneo.
Na avaliação de Tseng, a obrigatoriedade de oferta do Pix pelos bancos não representa uma distorção concorrencial, mas sim uma característica da regulamentação de uma infraestrutura pública criada pelo Banco Central.
“O Pix é uma infraestrutura pública. Para o usuário final ele é gratuito, mas para as empresas pode haver cobrança. No fim, ele amplia as opções de pagamento e beneficia consumidores, bancos e empresas ao mesmo tempo”, concluiu.
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