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COP30: exploração da Margem Equatorial piora percepção do evento, mostra pesquisa
Publicado 25/10/2025 • 13:06 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 25/10/2025 • 13:06 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Foto: Margem Equatorial Brasil
Levantamento realizado pela Quaest mostra que a autorização para exploração de petróleo na Margem Equatorial da Amazônia está sendo vista pelos internautas como uma contradição à pauta ambiental da COP30, o que provocou uma piora na percepção sobre o evento.
A sondagem, feita entre os dias 15 e 21 de outubro, registrou aumento de 28% para 31% nas menções negativas ao encontro, ao mesmo tempo em que as postagens positivas caíram de 26% para 22%. As referências neutras e informativas mantiveram-se em 47% em relação à pesquisa realizada na semana anterior.
“O monitoramento da Quaest demonstra que foi interrompida a tendência de crescimento do sentimento positivo em relação à COP30 que observávamos nas últimas semanas. Ambientalistas, técnicos, acadêmicos e parte da sociedade proferiram severas críticas sobre as contradições entre os objetivos do evento e a agenda ambiental interna, depois do veto presidencial à Lei Geral do Licenciamento Ambiental e da autorização concedida pelo Ibama para que a Petrobras avance nas pesquisas de exploração de petróleo na Foz do Amazonas”, afirma Marina Siqueira, diretora de Sustentabilidade da Quaest.
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A COP30 será realizada em Belém, entre os dias 6 e 21 de novembro, e marca um momento histórico ao trazer a principal conferência da ONU sobre mudanças climáticas para o coração da Amazônia.
Segundo o levantamento — o quarto de cinco que serão realizados —, o volume de citações à COP30 totalizou 105 mil no período pesquisado, com média diária de 15 mil menções e 46 mil autores únicos.
A pesquisa mostrou ainda que os eventos que antecedem a conferência provocaram o maior número de postagens, com destaque para encontros internacionais com o rei Charles, Anitta e o cacique Raoni, que reforçaram o papel simbólico e diplomático do Brasil na agenda climática global.
De acordo com o relatório, o debate digital começa “a refletir menor entusiasmo e maior cobrança, marcando o início da fase crítica de análise sobre a coerência entre discurso ambiental e práticas políticas”.
O tema da transição energética foi o de maior destaque durante o período analisado. A discussão, porém, mostrou-se polarizada, dividida entre críticas às matrizes de energia não renováveis e temores de um colapso socioeconômico de curto prazo diante de um abandono abrupto do petróleo.
Entre as menções positivas à COP30, destacam-se iniciativas de setores produtivos voltadas à descarbonização, diálogos sobre avanços tecnológicos em energias limpas, carros elétricos e planos de redução gradativa da dependência de combustíveis fósseis.
As menções negativas sobre a transição energética global concentraram-se nos efeitos catastróficos do uso contínuo de combustíveis fósseis para o aumento da temperatura global. O cenário foi agravado pelas políticas persistentes de nações-chave, como os Estados Unidos, que ainda incentivam o uso de fontes fósseis. Também se destacou a autorização de pesquisa pela Petrobras na Foz do Amazonas, vista como retrocesso ambiental de alto risco.
Complementarmente, houve críticas à lentidão e à insuficiência da articulação internacional para incentivar uma agenda efetiva de descarbonização.
Sobre o financiamento climático, tema prioritário da COP30, houve menções positivas às articulações internacionais, como o encontro entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro de Finanças da China, além das discussões no âmbito dos BRICS, que defenderam um aporte trilionário para ações climáticas.
Também foi citado com destaque o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), visto como uma iniciativa promissora de incentivo à preservação.
Entre as menções negativas, prevaleceram as críticas às desigualdades econômicas que dificultam o avanço do financiamento climático e à ausência dos Estados Unidos em acordos multilaterais.
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