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Esquema contra aposentados é “muito grave” e não terá proteção, diz presidente da CPMI do INSS
Publicado 17/03/2026 • 11:31 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 17/03/2026 • 11:31 | Atualizado há 6 meses
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, afirmou nesta terça-feira (17) que as investigações revelam um esquema “muito grave” de fraudes que atingiu aposentados e pensionistas e envolveu diferentes estruturas do Estado. Segundo ele, o trabalho da comissão seguirá com foco em preservar provas e evitar nulidades.
“Essa é uma decisão que protege a investigação, protege a prova e protege o resultado que o Brasil espera. Nós não vamos permitir que esse trabalho seja comprometido por erro, por precipitação”, disse. “O nosso compromisso é com a verdade completa, e a verdade exige responsabilidade.”
Segundo o senador, a operação conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, com autorização do Supremo Tribunal Federal, trouxe à tona indícios de um esquema amplo. “Estamos diante de um esquema que atacou diretamente aposentados e pensionistas, que corrompeu boa parte do Estado brasileiro”, afirmou.
Viana também destacou que não haverá proteção a envolvidos: “Não haverá blindagem, não haverá espaço para quem tentou transformar o sofrimento do povo em negócio”.
O senador associou a atuação da CPMI à decisão publicada no Diário Oficial que suspendeu averbações de crédito consignado envolvendo o Banco C6. Segundo ele, a medida decorre de “descumprimento de regras e cobranças indevidas”.
“Isso não é coincidência, isso é consequência do trabalho da Comissão”, disse. “Interromper práticas abusivas, proteger o aposentado e responsabilizar quem errou sempre foi o nosso apelo.”
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Siga o Times | CNBCLeia também: INSS barra C6 e cobra R$ 300 milhões por irregularidades em consignados de aposentados
As investigações também alcançaram entidades religiosas. Segundo Viana, seis igrejas foram citadas, sendo três com indícios de lavagem de dinheiro e com sigilos quebrados. Outras três tiveram pessoas investigadas que fizeram contribuições.
Apesar disso, ele afirmou que, até o momento, não há comprovação de repasses diretos do INSS para essas instituições. “Não há, até o momento, qualquer ligação de que a igreja tenha recebido o dinheiro do INSS”, disse, acrescentando que há apuração sobre a relação de um pastor com instituições financeiras.
Sobre o envolvimento de instituições financeiras, Viana afirmou que o caso não se restringe a um único governo. “O escândalo do INSS passou por três governos. O Master também teve influência de governos. Não é um escândalo que começou agora.”
Ele defendeu ouvir tanto o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, quanto o ex-presidente Roberto Campos Neto. “A minha ideia é convidarmos os dois para estarem juntos e responderem a todas as perguntas de forma clara e transparente.”
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