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Tarifaço é “tiro no pé” para Haddad: “Não faz o menor sentido o americano pagar mais caro o café e a carne”
Publicado 29/09/2025 • 11:47 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 29/09/2025 • 11:47 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Em meio à expectativa de encontro entre Lula e Donald Trump, o ministro da Fazenda Fernando Haddad classificou nesta segunda-feira (29) as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros como um “tiro no pé” da própria economia americana.
“Não faz o menor sentido pagar mais caro o café, pagar mais caro a carne”, disse. Segundo ele, as tarifas foram usadas como arma política e representam um equívoco que deveria ser corrigido. Haddad afirmou acreditar que o bom senso prevalecerá nas negociações e ressaltou que o Brasil busca tratar a questão com firmeza, mas também com diplomacia.
Haddad afirmou nesta segunda-feira (29) que acredita na votação da proposta de reforma do Imposto de Renda e da fase final da reforma do consumo ainda nesta semana. A declaração foi feita durante evento do Itaú BBA, em São Paulo.
Ele ressaltou que a compensação para a isenção do IR até R$ 5 mil por mês, por meio da criação de um imposto mínimo de 10% sobre rendas acima de R$ 1 milhão ao ano, é “razoável” e até “acanhada” quando comparada às experiências internacionais.
Segundo Haddad, a proposta foi bem recebida pelo Congresso e representa harmonia entre Executivo e Legislativo em torno da justiça tributária.
O ministro destacou que o atual governo optou por um ajuste fiscal gradual, mas consistente, e que esse processo já resultou em maior equilíbrio entre receitas e despesas. Segundo ele, a receita líquida passou de 17% do PIB, em 2022, para 19% atualmente, após revisão de gastos tributários.
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Siga o Times | CNBC“Preferimos o caminho mais difícil de buscar justiça tributária, de fazer quem não paga, pagar”, afirmou Haddad, defendendo que um próximo governo herdará uma situação fiscal melhor.
Ele também avaliou que as reformas recentes criam um ambiente para o crescimento do PIB potencial do País, comparando a expectativa a períodos de expansão registrados nos dois primeiros mandatos do presidente Lula.
Haddad afirmou que a isenção do IR até R$ 5 mil é uma promessa antiga, defendida por diversos candidatos, e que agora será cumprida pelo atual governo.
“A ideia de um IR mínimo no país é muito promissora”, disse. “Pessoas com renda alta, acima de R$ 1 milhão por ano, não podem seguir sem tributação.”
O ministro ainda agradeceu o papel do Congresso na aprovação de medidas recentes: “Em três anos talvez não lembro de tantas coisas estruturais resolvidas pelo Congresso. Tenho um agradecimento pelo entendimento.”
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