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Política Brasileira

Rio defende regras atuais dos royalties e propõe transição em dia de julgamento no Supremo

Publicado 06/05/2026 • 18:46 | Atualizado há 18 minutos

KEY POINTS

  • STF julga lei que amplia repasses a não produtores e pode reduzir receitas de estados como o RJ.
  • Estado estima perdas de até R$ 9,9 bilhões em 2026 se a lei for aplicada integralmente.
  • Proposta do RJ sugere aplicar novas regras apenas a contratos futuros para reduzir impacto fiscal.

Foto: PPSA

O governo estadual do Rio de Janeiro defendeu a manutenção das regras vigentes na distribuição dos royalties de petróleo em comunicado divulgado nesta quarta-feira (6). “Importante reforçar que os royalties são uma compensação obrigatória pelos danos e riscos ambientais, sociais e de infraestrutura suportados pelos produtores”, diz a nota.

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta manhã cinco ações que questionam uma lei de 2012 que ampliou o repasse de royalties para Estados e municípios não produtores. O Rio de Janeiro seria o principal afetado caso a lei entrasse em vigor. A norma foi suspensa no ano seguinte por liminar da ministra Cármen Lúcia.

Como a norma está suspensa, segue em vigor o modelo que concentra os royalties nos principais Estados produtores (Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo) e em dezenas de municípios afetados pela exploração de petróleo. Esses entes alegam que retomar a validade da lei provocaria prejuízos bilionários para as contas públicas.

Proposta de acordo

Caso o Supremo entenda que a lei é constitucional, o governo do Rio de Janeiro propõe sua aplicação somente a contratos de concessão firmados a partir da data de homologação do acordo. Ou seja, os royalties distribuídos hoje com base em contratos que estão em vigor não seriam afetados pelo julgamento. A proposta foi enviada ao Supremo na segunda-feira, 4.

O governo estadual estima uma perda de R$ 9,9 bilhões em 2026 em caso de aplicação integral da Lei 12.734/12, e de R$ 2,3 bilhões caso seja aplicada apenas aos contratos posteriores à sua vigência.

Segundo o governo fluminense, a medida proposta diminuiria o rombo bilionário para os cofres públicos do Rio, ao mesmo tempo em que atende à demanda dos Estados não produtores por uma parcela maior dos royalties.

Uma audiência de conciliação estava marcada para a terça, 5, mas foi cancelada pela relatora, Cármen Lúcia.

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