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Tarcísio elogia classificação dos EUA sobre PCC e CV: “Não são facções, são terroristas”
Publicado 29/05/2026 • 17:05 | Atualizado há 47 minutos
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Publicado 29/05/2026 • 17:05 | Atualizado há 47 minutos
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Raul Luciano/Estadão Conteúdo
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), concordou e celebrou a decisão dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV)na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês). Em publicação nas redes sociais, o governador também parabenizou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem atribuiu a interlocução com autoridades americanas sobre o tema.
“Não são facções, são terroristas armados contra o povo brasileiro”, escreveu Tarcísio.
A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA na quinta-feira (28). Um dia antes, Flávio Bolsonaro havia informado que solicitou a classificação ao presidente Donald Trump durante encontro realizado na Casa Branca. O senador também se reuniu com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que, segundo ele, manifestou apoio à iniciativa.
Ao comentar a decisão, Tarcísio destacou a atuação das organizações criminosas e afirmou que suas práticas se enquadram na definição de terrorismo. “Quem domina territórios, impõe toque de recolher, mata inocentes e desafia o Estado pratica terror”, afirmou.
O ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e pré-candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP) também se manifestou sobre o tema. Nas redes sociais, declarou que “a decisão dos EUA reconhece aquilo que milhões de brasileiros já sabem na prática”.
Segundo o governo americano, o PCC e o CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil, contam com milhares de integrantes e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis. Washington também sustenta que as atividades dos grupos têm impacto sobre a segurança dos Estados Unidos.
A inclusão das duas facções passa a valer oficialmente em 5 de junho. A lista de Organizações Terroristas Estrangeiras reúne ainda cartéis mexicanos, gangues da América Central e organizações venezuelanas ligadas ao tráfico internacional de drogas, armas, pessoas e à lavagem de dinheiro.
Em nota, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) afirmou que a classificação é uma decisão soberana dos Estados Unidos e diz respeito à forma como o país pretende lidar com os efeitos transnacionais das organizações criminosas dentro de seu próprio arcabouço jurídico.
A entidade ponderou, no entanto, que o tema envolve questões com potencial impacto sobre a soberania brasileira, a economia, o sistema financeiro e os mecanismos de cooperação internacional, além de lamentar que o debate tenha sido inserido no contexto da disputa eleitoral.
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