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PRIO registra lucro de US$ 521 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 468% em um ano
Publicado 05/11/2026 • 07:30 | Atualizado há 9 minutos
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Publicado 05/11/2026 • 07:30 | Atualizado há 9 minutos
KEY POINTS
Foto: Divulgação
A PRIO encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 521 milhões, crescimento de 468% em relação ao mesmo período de 2025, quando a companhia havia registrado ganho de US$ 91,6 milhões.
O desempenho foi acompanhado pelo aumento da receita líquida, que atingiu US$ 1,37 bilhão entre julho e setembro. O valor representa uma expansão de 146% em comparação anual e de 12% em relação ao segundo trimestre deste ano.
Durante o período, a petroleira também registrou avanços nos indicadores operacionais, com aumento da produção de petróleo, redução dos custos de extração e diminuição do endividamento.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), indicador utilizado para avaliar o desempenho operacional das empresas, alcançou US$ 1,135 bilhão no terceiro trimestre. O montante representa um crescimento de 268% em relação ao mesmo período do ano passado.
Já o Ebitda ajustado, que considera determinados ajustes contábeis para apresentar o resultado das operações, totalizou US$ 1,07 bilhão, avanço de 235% na comparação anual.
Os números refletem a ampliação das atividades da companhia ao longo do período, em meio ao aumento dos volumes produzidos e comercializados.
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Entre julho e setembro, a PRIO registrou produção média de 191,6 mil barris de petróleo por dia. O volume comercializado no trimestre chegou a 17,2 milhões de barris. Ao mesmo tempo, a empresa conseguiu reduzir os gastos diretamente relacionados à retirada do petróleo dos reservatórios.
O custo de extração, conhecido no setor como lifting cost, ficou em US$ 7,90 por barril, uma redução de 11% em relação ao trimestre anterior e de 55% na comparação com o terceiro trimestre de 2025. Esse indicador considera os custos necessários para manter a produção de petróleo e permite acompanhar a eficiência das operações ao longo do tempo.
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Siga o Times | CNBCA PRIO também apresentou redução do endividamento no encerramento de setembro. A dívida líquida consolidada ficou em US$ 3,46 bilhões, abaixo dos US$ 4,04 bilhões registrados ao final do segundo trimestre de 2026.
Com isso, a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, utilizada para medir o nível de endividamento em comparação com a geração operacional de resultados, passou de 1,5 vez para 1,1 vez.
No campo de Peregrino, a petroleira realizou duas ações voltadas à operação e à infraestrutura de produção.
Uma delas foi o início da produção do poço A-13, localizado na área conhecida como Isolado. A outra envolveu a conclusão dos reparos no gasoduto utilizado para transportar o gás gerado durante a atividade de extração.
Com a finalização das intervenções, a empresa passou a contar novamente com a possibilidade de direcionar esse gás para a geração de energia. As medidas fazem parte das iniciativas operacionais adotadas pela PRIO no campo durante o período.
Outro ponto apresentado pela companhia foi o comportamento dos custos de transporte marítimo do petróleo. Mesmo diante do aumento expressivo dos preços dos fretes, a PRIO informou ter mantido condições comerciais consideradas competitivas nas negociações de venda.
O desconto médio aplicado ao petróleo comercializado ficou em US$ 7,45 por barril. Esse desconto corresponde à diferença entre o preço de referência utilizado nas negociações e o valor efetivamente obtido pela companhia nas vendas.
Além dos resultados financeiros e operacionais, a PRIO informou a aquisição dos blocos de Magnetita e Hematita, realizada em outubro de 2026. As áreas foram adquiridas durante o leilão da Oferta Permanente de Partilha da Produção, promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Segundo a empresa, os blocos poderão ser desenvolvidos futuramente por meio de uma conexão com uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo (FPSO) que já esteja em funcionamento.
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