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Reajustes salariais ficam acima da inflação em 84% das negociações, aponta BC

Publicado 15/10/2026 • 16:23 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Os reajustes salariais reais do setor privado tiveram média de 0,99% entre julho e setembro de 2026, pelo critério de registro das convenções coletivas.
  • Pelo critério de vigência dos acordos, o aumento real médio foi de 1,01%, com 88,58% das negociações acima da inflação passada.
  • - O Banco Central divulga os indicadores por duas metodologias, que diferem pela data de registro das convenções e pela entrada em vigor dos reajustes.

Foto: Unsplash

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Os reajustes salariais reais do setor privado ficaram, em média, em 0,99% entre julho e setembro de 2026, considerando a data de registro das convenções coletivas de trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os dados foram compilados pelo Banco Central (BC) e representam a média simples dos três meses.

O resultado supera o registrado no mesmo intervalo de 2025, quando o aumento real médio foi de 0,71%. No terceiro trimestre deste ano, 84,45% das negociações tiveram reajustes acima da inflação acumulada anteriormente. Em valores nominais, o aumento médio dos salários foi de 5,12% no período, abaixo dos 5,83% observados entre julho e setembro do ano passado.

Quando o cálculo considera a data de vigência dos aumentos previstos nas convenções coletivas, o reajuste real médio alcançou 1,01% no terceiro trimestre de 2026. O percentual também ficou acima do registrado no mesmo período do ano anterior, de 0,61%.

Por esse critério, 88,58% das negociações superaram a inflação passada entre julho e setembro. Já o reajuste nominal médio foi de 5,19%, ante 5,76% no terceiro trimestre de 2025. Os indicadores também correspondem à média simples dos resultados mensais.

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O Banco Central anunciou, em setembro, que passaria a publicar mensalmente indicadores de reajustes salariais baseados nas convenções coletivas de trabalho. A metodologia considera duas referências: a data em que os acordos são registrados no Ministério do Trabalho e Emprego e a data em que os reajustes entram em vigor.

A diferença entre os critérios está relacionada ao processo de negociação das categorias profissionais. Em muitos casos, os acordos são fechados e assinados após a data-base, mas estabelecem reajustes retroativos, conforme explica a autoridade monetária.

Por isso, os indicadores calculados pela data de vigência recebem informações de forma gradual. As primeiras apurações consideram apenas as convenções já registradas, e os números são complementados posteriormente. Esse procedimento pode provocar revisões nos resultados, especialmente nos primeiros meses após a entrada em vigor dos reajustes, até que a maior parte dos acordos daquele período seja registrada.

Já os indicadores baseados na data de registro não passam por revisões, mas podem reunir, em um mesmo mês, convenções coletivas com diferentes datas de vigência.

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