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Rio Innovation Week: tecnologia e comportamento do consumidor redesenham o luxo
Publicado 07/08/2026 • 13:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/08/2026 • 13:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A inteligência artificial deixou de ser tratada como uma novidade e passou a ser encarada como infraestrutura para empresas e negócios. Essa foi uma das principais conclusões da edição deste ano da Rio Innovation Week, realizada no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, que reuniu especialistas, empreendedores e pesquisadores para discutir inovação, tecnologia e tendências para os próximos anos.
Entre os destaques do evento esteve o painel “A nova gramática do luxo”, que debateu como tecnologia, dados e mudanças no comportamento do consumidor estão transformando o mercado de luxo. Para a comentarista e especialista em luxo Danni Rudz, o setor vive uma mudança de paradigma, em que compreender as pessoas se tornou tão importante quanto desenvolver produtos exclusivos.
Segundo ela, a inteligência artificial já faz parte da estrutura das empresas e deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade. “O que a gente precisa agora é fazer ajustes, mas é uma realidade, é fato. Se você ainda não mergulhou, é bom que estude e entenda como essa ferramenta pode te ajudar ou pode nortear os teus negócios”, afirmou.
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Outro tema recorrente durante o evento foi a consolidação da chamada creator economy. De acordo com Danni, o mercado já não questiona mais a relevância econômica das redes sociais. O foco passou a ser a capacidade de construir comunidades engajadas, tanto por criadores de conteúdo quanto por empresas, que hoje assumem o papel de produtoras de conteúdo e precisam administrar sua comunicação e relacionamento com o público.
A especialista também destacou uma mudança no conceito de liderança. Em vez de estruturas rigidamente hierárquicas, as organizações buscam líderes capazes de promover colaboração, adaptação e integração entre as equipes, criando ambientes mais horizontais e produtivos.
No mercado de luxo, a regionalidade também ganhou protagonismo. Segundo Danni, características culturais, artesanais e identitárias deixaram de ocupar uma posição periférica e passaram a ser ativos estratégicos na economia global. Nesse contexto, o Brasil tem ampliado seu reconhecimento internacional pela riqueza de sua produção cultural e artesanal.
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Outro ponto debatido foi a mudança na forma como as empresas enxergam nichos de mercado. Para a especialista, segmentos antes considerados específicos passaram a ser tratados como estratégicos para o crescimento das marcas.
“O que a gente fala é que antigamente a gente falava de tradicionalismo, do produto, da matéria-prima. Hoje, o diferencial é entender a questão comportamental. Quem tem dado hoje é rei”, afirmou.
Segundo Danni, tecnologia e inovação estão sendo utilizadas para mapear preferências, hábitos e desejos dos consumidores, permitindo que as empresas antecipem tendências e desenvolvam produtos e serviços mais alinhados às expectativas do público.
Nesse cenário, a exclusividade, característica histórica do mercado de luxo, continua relevante, mas deixa de ser o único fator de diferenciação. A criação de experiências personalizadas e o entendimento do comportamento humano passam a ocupar posição central na estratégia das marcas.
“A inteligência artificial faz o mapeamento do que te interessa, do que você gosta, das cores que mais te atraem e do comportamento humano. Descobrindo esses dados, a gente consegue fazer produtos pelos quais esse consumidor se apaixone mais rápido”, concluiu.
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