CNBC

CNBCPreços do petróleo disparam com a retomada dos ataques entre EUA e Irã

Notícias do Brasil

Tarifa dos EUA e corte em cota de importação podem gerar prejuízo de R$ 450 milhões ao setor açucareiro, diz NovaBio

Publicado 29/07/2026 • 12:50 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A decisão dos EUA de isentar o açúcar brasileiro exportado dentro do regime de cotas da sobretaxa adicional de 12,5% foi recebida com alívio parcial pelo setor.
  • Apesar da medida, a redução de um terço da cota de importação destinada ao Brasil na nova safra deve provocar perdas estimadas em R$ 450 milhões, segundo Renato Cunha, presidente executivo da NovaBio.
  • De acordo com Cunha, o açúcar embarcado dentro da cota continuará sujeito apenas à tarifa de 25% imposta, mas a diminuição do volume autorizado para exportação representa um impacto significativo para o setor.
A situação levou a Sweetener Users Association (SUA), que reúne grandes indústrias alimentícias

PxHere

A decisão dos EUA de isentar o açúcar brasileiro da sobretaxa adicional de 12,5% foi recebida com alívio parcial pelo setor.

A decisão dos Estados Unidos de isentar o açúcar brasileiro exportado dentro do regime de cotas da sobretaxa adicional de 12,5% foi recebida com alívio parcial pelo setor sucroenergético. Apesar da medida, a redução de um terço da cota de importação destinada ao Brasil na nova safra deve provocar perdas estimadas em R$ 450 milhões, segundo Renato Cunha, presidente executivo da NovaBio, associação que representa produtores de açúcar, etanol e bioenergia.

De acordo com Cunha, o açúcar embarcado dentro da cota continuará sujeito apenas à tarifa de 25% imposta pelo governo norte-americano, mas a diminuição do volume autorizado para exportação representa um impacto significativo para o setor. “Os prejuízos são realmente enormes. Além da questão da empregabilidade, houve a redução de um terço da nossa cota, que era de 150 mil toneladas. Isso representa cerca de 55 mil toneladas a menos”, afirmou.

Segundo o executivo, o mercado norte-americano é historicamente protegido por tarifas elevadas para o açúcar importado. “O protecionista não somos nós. Eles aplicam há décadas uma taxação superior a 100% sobre o açúcar. Mantêm o mercado fechado a sete chaves”, disse.

Leia também: Tarifaço acelera busca por novos acordos comerciais e amplia oportunidades para o Brasil, avalia professor de Relações Internacionais

Atualmente, os Estados Unidos importam cerca de 3 milhões de toneladas de açúcar por ano. Desse total, aproximadamente 1 milhão de toneladas entra por meio do sistema de cotas, que contempla 39 países. O Brasil participa desse mecanismo há décadas, com destaque para a produção do Nordeste. “O Nordeste fornece açúcar para os Estados Unidos há mais de 60 anos. Sempre atendemos o mercado americano quando houve necessidade de abastecimento e cumprimos rigorosamente os prazos de entrega”, destacou Cunha.

Ele também criticou a decisão do governo norte-americano de reduzir a participação brasileira no sistema de cotas, classificando a medida como uma forma de pressão comercial. “Considero uma medida intimidatória e injusta. Somos fornecedores exemplares e ajudamos a garantir o abastecimento de açúcar dos Estados Unidos sempre que houve necessidade”, afirmou.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Leia também: ‘Empresas exportadoras devem ter cultura de reação rápida e aumentar diversificação de mercados’, diz consultor sobre tarifaço

Fora do regime de cotas, a situação permanece mais onerosa. O açúcar exportado pelo Centro-Sul continuará sujeito às tarifas tradicionais superiores a 100%, além da sobretaxa adicional de 37,5%, resultado da combinação da tarifa-base com a nova alíquota anunciada pelo governo americano.

Na avaliação de Cunha, a justificativa dos Estados Unidos para endurecer as barreiras comerciais está relacionada ao etanol, mas não deveria ser aplicada ao mercado de açúcar. “Eles misturam duas discussões que não têm relação. Os Estados Unidos não abrem seu mercado para o açúcar brasileiro e querem utilizar a questão do etanol como argumento. Não faz sentido”, disse.

Apesar das restrições, o presidente da NovaBio avalia que o açúcar brasileiro possui vantagem por ser uma commodity amplamente negociada no mercado internacional, o que permite redirecionar parte das exportações para outros destinos. “O açúcar é uma commodity global e temos outros mercados compradores, mas o prejuízo é bastante substancial. E eles pagam maior porque a maneira como eles têm de nivelar as importações com os níveis de custos que eles têm lá”, concluiu.

Leia mais: Crise de estoque de açúcar nos EUA expõe impacto do tarifaço contra o Brasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil