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TRE-PR dá 24 horas para Deltan explicar exposição de dados sigilosos de Zanin
Publicado 05/09/2026 • 19:17 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/09/2026 • 19:17 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deu prazo de 24 horas para que Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo estado, apresente explicações sobre a exposição de dados fiscais protegidos do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão foi tomada pelo presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza. Em nota divulgada neste sábado (5), o tribunal informou ainda que encaminhou o episódio ao Ministério Público para análise e adoção das medidas consideradas cabíveis em relação ao vazamento de informações fiscais de terceiros.
O tribunal também determinou que documentos do processo de registro da candidatura de Dallagnol recebam imediatamente a classificação de sigilosos. Segundo o TRE-PR, o processo reúne mais de 5 mil páginas.
De acordo com as informações divulgadas, os documentos continham dados financeiros de Zanin, da mulher dele, do sogro, de uma cunhada e do escritório da família, referentes ao período de 2014 a 2017.
Dallagnol teve acesso ao material em um procedimento que tramita contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Esse processo é sigiloso.
Os documentos têm origem em uma quebra de sigilo determinada em 2019, quando a Lava Jato do Rio de Janeiro investigou informações relacionadas a Zanin, que na época atuava como advogado do então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o relato, o relatório da Receita Federal não apontou irregularidades, e a decisão que autorizou a quebra do sigilo acabou posteriormente anulada pelo STF.
O material reapareceu em uma representação apresentada por Zanin contra Dallagnol e outros procuradores no CNMP. Durante a defesa no conselho, relatórios da Receita Federal foram incorporados ao procedimento.
Posteriormente, Dallagnol anexou o processo do CNMP ao seu pedido de registro de candidatura ao Senado, como parte de sua defesa contra uma ação que tenta impedir sua candidatura.
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Siga o Times | CNBCNa nota, o TRE-PR explicou que os documentos enviados ao Processo Judicial Eletrônico (PJe), sistema utilizado pela Justiça, são protocolados pelos próprios advogados das partes.
Também cabe a eles indicar quando determinado arquivo deve tramitar sob sigilo. No caso dos documentos apresentados pela defesa de Dallagnol, não teria sido informado no momento do protocolo que o material continha dados fiscais protegidos de terceiros.
A discussão ocorre dentro da disputa pelo registro da candidatura de Dallagnol. A coligação que inclui o PT sustenta que o ex-procurador estaria inelegível e questiona sua saída do Ministério Público antes da conclusão de procedimentos no CNMP.
A defesa de Dallagnol afirmou que apresentou cópias dos procedimentos do CNMP à Justiça Eleitoral para responder aos pedidos de impugnação da candidatura.
Segundo os advogados, os documentos foram anexados integralmente para evitar a omissão de informações consideradas relevantes para a análise do caso. A defesa também afirmou que não houve intenção de divulgar informações do então advogado Cristiano Zanin e que o objetivo era demonstrar a elegibilidade do candidato.
O gabinete de Zanin inicialmente não comentou o episódio. Após a divulgação do caso, porém, o ministro acionou o presidente do TRE-PR e pediu que a exposição dos dados fosse corrigida, além da realização das comunicações necessárias para apuração da responsabilidade dos envolvidos, inclusive na esfera criminal.
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