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Super El Niño: ONS prevê cenário que pode exigir acionamento de todas as térmicas a partir de setembro
Publicado 05/09/2026 • 18:15 | Atualizado há 26 minutos
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Publicado 05/09/2026 • 18:15 | Atualizado há 26 minutos
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Foto: Adobe Stock
O chamado Super El Niño colocou o sistema elétrico brasileiro em estado de atenção. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avalia que, em um cenário menos favorável, poderá ser necessário acionar todos os recursos das usinas termelétricas disponíveis já a partir de setembro.
A avaliação foi apresentada durante reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e considera uma combinação de aumento da demanda por energia e condições hidroenergéticas mais adversas, principalmente nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Norte.
Nesse cenário, além do despacho — termo usado pelo setor para o acionamento das usinas — da totalidade dos recursos termelétricos, o ONS aponta a possibilidade de utilização da chamada reserva de potência operativa. Essa reserva funciona como uma margem adicional de geração disponível para manter o equilíbrio e a segurança do sistema diante de oscilações entre oferta e demanda.
Para setembro, as projeções apontam chuvas acima da média nas bacias hidrográficas da região Sul e próximas da média histórica no Sudeste/Centro-Oeste. As temperaturas, por sua vez, devem variar entre níveis normais e acima da média na maioria do país.
O ponto de atenção está justamente na combinação entre temperaturas mais elevadas, que podem pressionar o consumo de eletricidade, e a disponibilidade de água para geração hidrelétrica em algumas regiões.
“O Operador acompanha com atenção as condições do sistema nos próximos meses, que marcam a transição entre os períodos seco e úmido, considerando as particularidades das regiões para adotar as medidas operativas mais adequadas a cada cenário”, afirmou o diretor-geral do ONS, Marcio Rea.
Segundo ele, o órgão também acompanhará a evolução do El Niño e apresentará mensalmente suas recomendações ao CMSE.
O estudo do ONS considera diferentes possibilidades para o período entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027.
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Siga o Times | CNBCNas projeções apresentadas, as afluências — quantidade de água que chega aos reservatórios das hidrelétricas — do Sistema Interligado Nacional (SIN) podem variar de 111% da Média de Longo Termo (MLT), no cenário mais favorável, a 80% da média histórica, na hipótese menos otimista.
O Sudeste/Centro-Oeste merece atenção especial. Em um dos cenários analisados para o período do El Niño, as condições hidrometeorológicas aparecem menos favoráveis do que no estudo anterior. Ainda assim, tanto essa região quanto o Nordeste têm perspectiva de início do período úmido dentro da normalidade.
No Norte, as projeções indicam vazões mais moderadas. Já o Sul permanece em situação mais confortável, beneficiado pela expectativa de maior volume de chuvas.
A diferença entre os cenários também aparece nas projeções para os reservatórios.
Caso a hipótese mais favorável se confirme, a Energia Armazenada (EAR) do Sudeste/Centro-Oeste poderá encerrar fevereiro de 2027 13,2 pontos percentuais acima do nível registrado no mesmo período de 2026.
Na projeção menos favorável, porém, o indicador ficaria 13,7 pontos percentuais abaixo do observado um ano antes.
Considerando todo o Sistema Interligado Nacional, a diferença também é expressiva. No cenário otimista, a energia armazenada terminaria fevereiro de 2027 15,3 pontos percentuais acima do nível de fevereiro de 2026. No cenário menos favorável, ficaria 10,6 pontos percentuais abaixo.
As projeções mostram por que setembro se torna um mês importante para a operação do sistema. A evolução das chuvas, das vazões dos rios e da demanda por eletricidade determinará quanto o país precisará recorrer às termelétricas para complementar a geração hidrelétrica durante a transição para o período úmido.
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