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Um em cada três brasileiros mal consegue fechar as contas do mês, aponta Ipsos
Publicado 04/11/2026 • 12:12 | Atualizado há 50 minutos
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Publicado 04/11/2026 • 12:12 | Atualizado há 50 minutos
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Custo de vida: só 27% dos brasileiros estão confortáveis
Um em cada três brasileiros (34%) diz que mal consegue fechar as contas do mês, segundo o Ipsos Cost of Living Monitor 2026, pesquisa sobre custo de vida feita em 33 países. Outros 34% contam que têm dificuldade para administrar o dinheiro. Só 27% se dizem financeiramente confortáveis ou numa situação razoável. Um ano atrás, eram 33%.
O número de pessoas em dificuldade ficou estável em relação a 2025. A mudança veio do outro lado: o grupo que se sentia seguro encolheu, e hoje há mais brasileiros apertados do que tranquilos com as finanças. “A redução na parcela de brasileiros que se consideram financeiramente confortáveis indica uma percepção de maior vulnerabilidade econômica, mesmo entre aqueles que conseguem administrar suas despesas”, afirmou Diego Pagura, CEO da Ipsos no Brasil.
O aperto não é exclusividade do Brasil na região. Na Argentina, 60% dizem enfrentar dificuldades financeiras. No Chile, são 56%; no Peru, 42%; e no México e na Colômbia, 41%. Na média dos 33 países, 27% estão em dificuldade, 32% só conseguem pagar as contas e 38% se dizem confortáveis. A renda faz diferença: entre os mais pobres, 38% relatam dificuldade, contra 20% entre os mais ricos.
Na hora de apontar os culpados pela alta dos preços, o brasileiro olha primeiro para Brasília. Para 72%, as políticas do governo federal contribuem para a alta do custo de vida. Em seguida vêm as guerras e os conflitos internacionais, citados por 70%, e a economia global, por 69%. Na média global, a ordem se inverte: as guerras aparecem em primeiro lugar, com 76%, e as políticas dos governos ficam com 70%.
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Siga o Times | CNBCAs expectativas para os próximos 12 meses também são negativas. No Brasil, 61% acham que os juros vão subir, 57% esperam inflação maior e 55% preveem aumento de impostos. No orçamento doméstico, 55% contam gastar mais com alimentação nos próximos seis meses, e 51% esperam contas maiores de energia e gás. Ainda assim, há espaço para otimismo: 38% acreditam que o padrão de vida vai melhorar no próximo ano, contra 20% que esperam piora.
A maioria, porém, não vê a inflação voltando ao normal tão cedo. Para 64% dos brasileiros, isso só vai acontecer depois de 2027, se acontecer. O índice subiu 2 pontos em relação a 2025.
A Ipsos ouviu 23.531 pessoas pela internet entre 21 de agosto e 4 de setembro de 2026, cerca de mil delas no Brasil. Segundo o instituto, a amostra brasileira representa uma parcela da população mais urbana, com mais escolaridade ou mais renda que a média.
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