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Automação acelera diagnósticos no Brasil e redesenha operação de grandes laboratórios
Publicado 09/12/2025 • 17:27 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 09/12/2025 • 17:27 | Atualizado há 11 meses
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A digitalização dos laboratórios clínicos brasileiros ganhou força em 2025, impulsionada pela adoção de sistemas avançados de automação molecular e integração digital desenvolvidos pela Roche Diagnóstica. Redes privadas e hospitais de referência passaram a registrar reduções expressivas nos tempos de liberação de exames, maior rastreabilidade das amostras e processos mais seguros para pacientes e profissionais.
Na Dasa, uma das maiores empresas de medicina diagnóstica da América Latina, o tempo médio de liberação de resultados de HIV e HPV caiu de mais de quatro dias para menos de dois após a implementação dos sistemas automatizados cobas® 5800/6800 e da plataforma digital navify®. O ganho operacional também reduziu cerca de 70 horas anuais de paradas não planejadas e praticamente eliminou a necessidade de gerenciamento manual de dados. “Diagnósticos mais rápidos significam começar o tratamento antes e interromper a cadeia de transmissão”, afirmou a infectologista da Dasa, Dra. Ursula Vieira.
No Hospital Sírio-Libanês, o impacto da digitalização aparece tanto nos indicadores clínicos quanto nos operacionais. Com a adoção do novo sistema, 75% dos exames ambulatoriais e 60% dos exames de pacientes internados passaram a ser liberados automaticamente, seguindo parâmetros definidos pela assessoria médica do hospital. Em exames urgentes, a taxa de resultados dentro do prazo subiu de 96,2% em até duas horas para 97,4% em até uma hora.
A automação também permitiu ajustar escalas de equipes, otimizar o uso de reagentes e até reduzir o número de equipamentos ligados simultaneamente, aumentando a eficiência energética - ponto cada vez mais observado por hospitais que buscam sustentabilidade.
Para o laboratório, a visibilidade em tempo real do percurso de cada amostra se tornou essencial. “Inovação só tem valor quando melhora o atendimento ao paciente e traz eficiência para o sistema de saúde”, afirmou Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica. “Automação, integração digital e inteligência de dados estão redefinindo o papel dos laboratórios e abrindo caminho para diagnósticos mais rápidos e seguros.”
Nos Estados Unidos, Alemanha, Japão e Coreia do Sul, a automação laboratorial completa - do preparo de amostras à liberação automática de resultados - já é padrão em grandes centros hospitalares. Nessas regiões, os laboratórios operam com altos índices de autoverificação (autovalidation), reduzindo etapas manuais, padronizando processos e permitindo a análise simultânea de milhares de exames.
Relatórios internacionais mostram que, em hospitais de ponta nos EUA e na União Europeia, mais de 80% dos exames de rotina são validados automaticamente. Além disso, algoritmos de risco e ferramentas de inteligência artificial já auxiliam na priorização de casos, triagem precoce de câncer e identificação de incidentes laboratoriais antes que afetem a operação.
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O movimento observado no Brasil em 2025 aproxima o país desses padrões globais, especialmente quando grandes instituições adotam práticas e tecnologias semelhantes às utilizadas em centros de excelência. A diferença, segundo especialistas, está na velocidade de expansão: enquanto países ricos já universalizaram a automação em redes hospitalares, o Brasil avança primeiro pelos grandes players privados.
Com 70% das decisões médicas baseadas em exames laboratoriais, acelerar a jornada diagnóstica se tornou prioridade estratégica. A automação combinada à inteligência digital tende a reduzir erros, ampliar a rastreabilidade e permitir modelos preditivos mais robustos - essenciais em doenças crônicas e infecciosas de alta prevalência.
Embora a adoção ainda seja desigual entre hospitais e laboratórios menores, os resultados recentes de Dasa e Sírio-Libanês demonstram um movimento consistente. A tendência, afirmam especialistas, é de expansão impulsionada por eficiência operacional, sustentabilidade e necessidade crescente de diagnósticos rápidos.
Como ressaltou Carlos Martins, da Roche: “A digitalização não é apenas inovação - é infraestrutura crítica para um sistema de saúde mais ágil, seguro e sustentável.”
Alexandre Hercules é editor-chefe da Brazil Health (www.brazilhealth.com)
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