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Ansiedade todo dia? Veja como acalmar a mente com técnicas simples e eficazes

Publicado 08/09/2026 • 12:00 | Atualizado há 9 horas

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Brazil Health

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Ansiedade

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A ansiedade faz parte da vida. Ela é, na verdade, um sistema de alarme do nosso corpo: foi ela que, ao longo da evolução, nos ajudou a ficar atentos a perigos e a nos preparar para agir. O problema não é senti-la, e sim quando esse alarme dispara sem necessidade real, com frequência e intensidade que passam a atrapalhar o trabalho, os relacionamentos e o bem-estar.

A boa notícia é que existem formas práticas e comprovadas de lidar com a ansiedade no dia a dia.

As técnicas que apresento aqui vêm da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), uma das abordagens com maior evidência científica no mundo, e podem ser usadas por qualquer pessoa. Ainda assim, se o sofrimento for intenso e persistente, buscar ajuda profissional é o caminho mais seguro.

Entenda o que alimenta a sua ansiedade

Um dos princípios centrais da TCC, desenvolvido por Judith Beck, é simples e poderoso: não é o evento em si que gera a emoção, mas o pensamento que temos sobre ele. Imagine que você recebe uma mensagem do chefe: "Precisamos conversar." Antes de saber o assunto, sua mente pode disparar: "Vou ser demitido", "Fiz algo errado".

Esse pensamento automático gera ansiedade imediata, mesmo sem nenhuma confirmação.

O primeiro passo para controlar a ansiedade é identificar esses pensamentos automáticos. Eles costumam aparecer em forma de "e se...", "não vou conseguir", "vai dar errado". Anotá-los é uma ferramenta valiosa: ao escrever o que passou pela sua cabeça, você começa a enxergar o padrão e a perceber que muitos desses pensamentos não são fatos, são interpretações.

Questione o pensamento antes de aceitá-lo

Identificar o pensamento é só o começo.

O segundo passo é questioná-lo, como propõe a tradição de Albert Ellis e sua Terapia Racional-Emotiva (REBT). Ellis chamava a atenção para as crenças rígidas que alimentam a ansiedade, os "deverias": "eu tenho que ser perfeito", "as pessoas devem me aprovar sempre", "não posso errar". Quando transformamos preferências em exigências absolutas, qualquer deslize vira motivo de sofrimento.

Pergunte-se diante de um pensamento ansioso:

· Qual é a evidência a favor e contra esse pensamento?

· Estou catastrofizando? Isto é, pensando o pior possível?

· Qual é a probabilidade real de o pior cenário acontecer?

· Se um amigo estivesse nessa situação, o que eu diria a ele?

· Qual é uma forma mais equilibrada e realista de ver isso?

Esse exercício não é "pensar positivo" por otimismo ingênuo. É pensar com mais precisão, substituindo interpretações distorcidas por leituras mais justas da realidade.

Acalme o corpo para acalmar a mente

A ansiedade não é só mental: ela tem componentes físicos claros, como coração acelerado, respiração curta e tensão muscular. Por isso, técnicas de regulação do corpo são aliadas importantes. A respiração diafragmática é uma das mais simples e eficazes: inspire profundamente pelo nariz contando até 4, segure por 2 e solte o ar lentamente pela boca contando até 6. Repita por alguns minutos. Essa respiração mais lenta e prolongada ativa o sistema nervoso parassimpático, responsável pelo relaxamento.

O mindfulness (atenção plena), que integro à prática clínica, também ajuda: em vez de lutar contra a ansiedade, você aprende a observá-la com mais distância, como quem observa nuvens passando no céu, sem se deixar arrastar por ela.

Quando buscar ajuda profissional

As ferramentas deste artigo são um ótimo ponto de partida, mas não substituem o acompanhamento profissional. Procure ajuda se a ansiedade estiver presente na maior parte dos dias, há semanas ou meses; causar crises intensas, com sintomas físicos fortes (como taquicardia e falta de ar); estiver prejudicando o trabalho, os estudos ou os relacionamentos; levar você a evitar cada vez mais situações do dia a dia.

Na terapia, com base na TCC, você aprende a compreender seus padrões de pensamento e a construir, no seu ritmo e sem julgamentos, ferramentas para uma vida mais leve e significativa.

Tânia Parolari - Psicóloga Clínica (CRP 06/90250-SP).

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