Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
O segredo por trás de líderes de alta performance que quase ninguém nota
Publicado 18/08/2026 • 09:29 | Atualizado há 2 horas
Rendimentos dos títulos públicos globais atingem máximas de várias décadas enquanto governos pagam o preço pelo impasse entre EUA e Irã
Paramount pede que estados paguem custo de US$ 1,88 bilhão por atraso em fusão com a Warner Bros. nos EUA
Jeanie Buss, proprietária majoritária dos Lakers, se opõe à venda da participação da família no time da NBA
Como investidores lucram no futebol inglês mesmo com o aumento nos prejuízos dos clubes da Premier League
Nvidia vai garantir até R$ 546 bilhões para financiar data center da OpenAI em Ohio
Publicado 18/08/2026 • 09:29 | Atualizado há 2 horas
Freepik
As decisões no ambiente corporativo, embora historicamente pautadas por métricas de eficiência, metas de produtividade e análise de cenários, também costumam negligenciar dois aspectos determinantes para o sucesso das organizações: a capacidade intelectual e o equilíbrio emocional de quem toma as decisões. Tratar a saúde mental nas posições de liderança como um tema secundário, ou apenas como um pacote de benefícios corporativos, é um equívoco estratégico. A clareza mental no topo da pirâmide é a base que sustenta a visão do negócio e a estabilidade da cultura organizacional.
Ao longo de mais de 20 anos como executiva de RH em grandes empresas, observei de perto o que acontece quando esse equilíbrio é ignorado. Vi lideranças tecnicamente brilhantes tomarem decisões reativas, pois operavam sob estresse crônico, sem suporte estrutural. Vivenciei isso também quando, após dois episódios de burnout, aprendi o que nenhum curso de liderança ensina: o cérebro, sob ameaça constante, não performa, sobrevive.
A mente do executivo funciona como o motor central da empresa. Quando essa infraestrutura biológica opera em constante estresse ou desgaste, toda a capacidade de inovação, planejamento e gestão de crises é comprometida.
Para entender como otimizar essa engrenagem, vale olhar e refletir sobre uma ferramenta trivial de gestão pela ótica da neurociência: o feedback.
Com o cérebro humano trabalhando de forma contínua para antecipar cenários e medir os desvios entre o planejamento e a realidade, a avaliação de desempenho entra para recalibrar a rota e alinhar expectativas antes que as falhas se acumulem. Contudo, o tom dessa mensagem é o que determina a reação biológica de quem a recebe.
Com a devolutiva mal estruturada, ambígua ou interpretada como uma ameaça pessoal, a amígdala, estrutura cerebral responsável pelo processamento de perigos, assume o controle. O organismo dispara uma resposta biológica imediata, com alta liberação de cortisol e adrenalina.
O cérebro entra em modo de sobrevivência. A capacidade de pensar no longo prazo, de enxergar o cenário completo e de tomar decisões estratégicas fica temporariamente comprometida. O executivo continua na reunião, mas sua central de inteligência opera no mínimo.
Por outro lado, quando a orientação é transmitida com clareza, previsibilidade e foco no desenvolvimento, o cérebro percebe um ambiente seguro, libera dopamina e entra em modo de aprendizado contínuo e rápida assimilação de novas estratégias. Essa resposta biológica torna a correção de rota um processo natural de evolução.
Dados do Fórum Econômico Mundial e da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a perda de produtividade decorrente do desgaste mental custa cerca de US$ 1 trilhão por ano à economia global. Incluir essa conta na gestão da liderança é disciplina de capital e preservação do ativo mais valioso da empresa.
Assim, um ambiente em que os retornos são transparentes, coerentes e fundamentados reduz a ansiedade e o ruído de fundo da equipe. Sem a necessidade de manter o cérebro em constante estado de alerta contra rivalidades ou ameaças veladas, a energia mental dos profissionais fica totalmente disponível para a resolução de problemas complexos, inovação e execução de alto nível.
Para os executivos que já acompanham indicadores de produtividade, retenção de talentos e eficiência contínua, chegou o momento de incluir nessa conta a sustentabilidade cognitiva das equipes de liderança.
Em um cenário corporativo caracterizado por mudanças rápidas, os concorrentes costumam ter acesso às mesmas tecnologias, dados e recursos de mercado. A vantagem competitiva pertencerá às organizações capazes de preservar a clareza, a precisão técnica e a resiliência mental dos seus tomadores de decisão. Assim, cultivar ambientes neurologicamente eficientes é o que separa as empresas que apenas reagem às crises daquelas que têm a acuidade necessária para liderar o futuro.
Kelly Vara - CRP 06/86065
Psicóloga e mentora estratégica especializada em saúde mental no trabalho.
_____________________________________________________________________
Referência:
1 – World Economic Forum. Disponível em: Mind Matters: Mental Health at Work World Economic Forum Annual Meeting | World Economic Forum
Maiores Audiências
1
Quem são os credores da Casas Bahia?
2
Resultado da Lotofácil 3764: veja as dezenas sorteadas no concurso desta segunda-feira (17)
3
Banco Genial: entenda os casos que colocaram a instituição no radar das autoridades
4
Lotofácil 3764: concurso desta segunda-feira (17) terá prêmio acumulado de R$ 2 milhões; veja o horário
5
Lotofácil 3763 tem aposta vencedora em SP; prêmio é de R$ 1,7 milhão