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O poder dos realities na batalha por assinantes das plataformas de streaming
Publicado 21/03/2026 • 20:30 | Atualizado há 2 meses
Publicado 21/03/2026 • 20:30 | Atualizado há 2 meses
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Os realities shows se consolidaram como uma das apostas das plataformas de streaming nos últimos anos, impulsionados por sua capacidade de gerar engajamento contínuo.
Os realities shows se consolidaram como uma das principais apostas das plataformas de streaming nos últimos anos, impulsionados por sua capacidade de gerar engajamento contínuo e alto retorno financeiro. Diferentemente de séries e filmes, que costumam ter consumo mais pontual, esse tipo de formato estimula o acompanhamento diário, cria hábito e prolonga o tempo de permanência do assinante na plataforma. Esse comportamento se traduz diretamente em retenção e redução de churn, um dos principais desafios do setor.
No Brasil, o fenômeno é evidente com o Big Brother Brasil, cuja transmissão ao vivo no Globoplay se tornou um dos pilares da estratégia digital da Globo. O reality não apenas amplia a audiência da TV aberta, mas também funciona como motor de assinaturas, especialmente durante sua exibição. O acesso a câmeras exclusivas, conteúdos extras e interatividade reforça o valor percebido do serviço, incentivando o público a pagar por uma experiência mais completa.
A Record segue caminho semelhante com A Fazenda no RecordPlus, explorando a força do reality rural para atrair um público fiel e altamente engajado. Esse tipo de programa oferece um diferencial importante: a imprevisibilidade. Conflitos, alianças e reviravoltas alimentam conversas nas redes sociais em tempo real, ampliando o alcance orgânico e criando um ciclo de consumo que extrapola a plataforma. Isso aumenta o valor comercial do produto e abre espaço para múltiplas frentes de monetização.
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Outro exemplo relevante é o MasterChef, que encontrou nova vida no streaming ao integrar o catálogo do HBO Max. A competição culinária combina apelo popular com potencial de marca, permitindo parcerias comerciais, ações de merchandising e conteúdos derivados. Além disso, realities de competição têm forte apelo internacional, o que facilita sua distribuição global e amplia as oportunidades de faturamento além do mercado local.
Já a entrada do Disney+ nesse segmento, com projetos como Casa do Patrão, sinaliza que até plataformas tradicionalmente associadas a conteúdo roteirizado enxergam valor estratégico nos realities. O formato oferece produção relativamente mais barata em comparação a séries de ficção de alto orçamento, com retorno potencialmente maior. A escalabilidade e a possibilidade de adaptação para diferentes mercados tornam esse tipo de conteúdo ainda mais atrativo.
O alto potencial de faturamento dos realities está diretamente ligado à sua versatilidade comercial. Patrocínios, product placement, votação paga, conteúdos exclusivos e licenciamento são apenas algumas das fontes de receita possíveis. Além disso, o engajamento intenso do público cria comunidades ativas, que consomem não apenas o programa, mas também produtos, experiências e conteúdos associados.
Diante desse cenário, fica claro que os realities deixaram de ser apenas uma aposta de programação para se tornarem ativos estratégicos no ecossistema do streaming. Eles combinam baixo risco relativo, alto engajamento e múltiplas possibilidades de monetização, além de funcionarem como porta de entrada para novos assinantes. Em um mercado cada vez mais competitivo, formatos capazes de gerar recorrência e conversa constante tendem a ocupar um papel central nas plataformas digitais.
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