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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

Como era o mundo no último IPO da bolsa brasileira?

Publicado 11/05/2026 • 09:30 | Atualizado há 1 dia

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e negócios, com experiência nos principais veículos do Brasil e MBA pela FIA em parceria com a B3. Além de comandar esta coluna, é comentarista nos programas Agora e Real Time, nos quais analisa as principais movimentações do mercado.

IPO

Foto: Freepik

IPO da Compass: por que a empresa não vai receber o dinheiro da oferta?

A estreia da Compass na bolsa de valores brasileira vai encerrar um jejum de mais de quatro anos sem qualquer abertura de capital por IPO no Brasil. A última vez que uma empresa fez sua venda inicial de ações aconteceu em dezembro de 2021, quando a Vittia abriu capital.

Quase cinco anos se passaram desde então e muita coisa mudou. O mundo ainda enfrentava os efeitos da pandemia de coronavírus. A variante Ômicron causava preocupação pela resistência às vacinas que já estavam sendo administradas. 

O cenário geopolítico, ainda que com a pandemia, era mais calmo. A guerra entre Rússia e Ucrânia não havia começado, bem como qualquer conflito no Estreito de Ormuz. As tensões na Palestina, como sempre, seguiam acirradas. Donald Trump, fora da presidência americana, era pouco falado.

No mercado, investidores aproveitavam a bonança das quedas das taxas de juros e aproveitavam o que ficou conhecido como "a era do dinheiro barato". Aportes de centenas de milhões de dólares dominavam o noticiário de tecnologia, enquanto os IPOs se empilhavam nas bolsas globais.

Inteligência artificial era um tema que ainda não dominava as páginas de tecnologia. A OpenAI já existia, mas não tinha um produto na praça. A estreia do ChatGPT aconteceu só meses depois. 

No Brasil, o cenário político se arrastava para as eleições de 2022 e o governo de Jair Bolsonaro desenhava a reeleição contra um adversário ainda indefinido. Havia dúvida se o Lula poderia ou não ser candidato.

As taxas de juros brasileiras comçavam a subir após terem atingido o piso de 2% ao ano como forma de injetar ânimo em uma economia estagnada pela pandemia. A taxa bateria 15% ao ano anos depois – um cenário pouco considerado naquela época.

De fato, o mundo mudou. E muito. Pra melhor ou pra pior? Fica ao critério de cada um.

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