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Bitcoin reage ao pânico e reforça tese de longo prazo mesmo com guerra e volatilidade, diz CFO da Tokeniza

Publicado 04/05/2026 • 13:15 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Criptomoeda oscila com notícias geopolíticas, mas fundamentos voltam a guiar movimento após momentos de estresse.
  • Investidores institucionais ampliam compras e ajudam a sustentar recuperação recente do mercado.
  • Cenário reforça estratégia de longo prazo, em que tempo tende a pesar mais do que o timing de entrada.

A volatilidade provocada por tensões geopolíticas, como o conflito envolvendo o Irã, tem gerado oscilações no Bitcoin, mas também reforça uma dinâmica já conhecida do mercado: o retorno aos fundamentos após momentos de pânico, criando oportunidades para investidores com visão de longo prazo. A análise é de Mychel Mendes, CFO da Tokeniza, que destaca a resiliência da criptomoeda mesmo em cenários adversos.

Em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta segunda-feira (4), ele disse que o início do ano foi especialmente negativo, mas seguido por recuperação. “Esse início de ano foi um dos piores inícios de ano do Bitcoin em muito tempo, com janeiro e fevereiro horríveis”, afirmou. A virada veio na sequência. “Em março e abril a gente já vê o Bitcoin recuperando”, apontou.

Guerra dita o ritmo de curto prazo

O comportamento recente da criptomoeda tem sido fortemente influenciado por eventos geopolíticos. “Quando sai uma proposta de acordo, o Bitcoin sobe; quando ela é negada, o Bitcoin cai”, explicou. Um exemplo recente reforça essa sensibilidade. “Hoje mesmo uma proposta fez o Bitcoin subir cerca de 2,5%”, destacou.

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A dinâmica é direta: alívio gera alta, tensão gera queda. “Se a guerra retomar, a gente vai ver o Bitcoin dando um mergulho”, afirmou. Ainda assim, o movimento não altera a lógica estrutural. “Depois do pânico, os fundamentos voltam a ser o foco”, ressaltou.

Institucionais lideram movimento de recuperação

Enquanto investidores individuais tendem a reagir com cautela, grandes players têm adotado postura oposta. “Os institucionais estão comprando muito Bitcoin nos últimos meses”, disse Mendes. Ele cita exemplos relevantes. “A MicroStrategy voltou a comprar, e os Bitcoins minerados hoje estão indo praticamente todos para ETFs e institucionais”, pontuou.

Esse movimento altera a dinâmica de oferta e demanda. “Essa relação está favorecendo o Bitcoin novamente, algo que não vimos no fim do ano passado”, explicou. Para o investidor comum, isso levanta questionamentos estratégicos. “Por que os institucionais estão acumulando agora? Será que enxergam um fundo nessa faixa de preço?”, provocou.

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Dólar e economia americana influenciam cenário

Além da guerra, fatores macroeconômicos também pesam sobre o mercado cripto. “Principalmente a guerra e o dólar impactam diretamente o Bitcoin”, afirmou. A oscilação da moeda americana adiciona incerteza. “Quando há discussão sobre o fortalecimento do dólar, o mercado volátil se assusta”, destacou.

A atratividade dos Estados Unidos também influencia decisões. “Se a economia americana está oferecendo renda fixa interessante, muitos preferem migrar para lá em vez de ativos voláteis”, explicou. Esse movimento é reforçado pela confiança histórica no país. “Eles são líderes há quase 100 anos, então isso pesa na decisão do investidor”, acrescentou.

Longo prazo segue como principal estratégia

Apesar das oscilações, Mendes reforça a tese central para o investidor. “Esse tipo de cenário é uma excelente janela para aproveitar momentos de medo e pânico do mercado”, afirmou. A leitura é de que o tempo tende a ser mais relevante do que o timing.

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Para ele, entender o comportamento dos grandes players é essencial. “O investidor precisa observar por que os institucionais estão tomando essas decisões agora”, concluiu.

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