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Accelerate 2026: IBM e Times Brasil | CNBC apresentam nova geração de ferramentas para escalar IA no ambiente corporativo

Publicado 20/05/2026 • 17:08 | Atualizado há 13 minutos

KEY POINTS

  • O encontro colocou em evidência três eixos que a IBM considera inegociáveis para qualquer estratégia de IA corporativa: nuvem híbrida, governança de dados e IA generativa.
  • Entre os lançamentos apresentados, o watsonx Orchestrate ganhou destaque por sinalizar uma virada na maturidade da IA corporativa. 
  • No campo dos dados, a integração da Confluent ao portfólio da IBM viabiliza streaming em tempo real.
  • A IBM apresentou o IBM Bob, ambiente de desenvolvimento de agentes com controles nativos de segurança.

São Paulo sediou um dos encontros mais relevantes do calendário tecnológico corporativo brasileiro. O evento Accelerate 2026, realizado pela IBM em parceria com o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, com apoio da Intel, reuniu na segunda-feira (19) executivos e especialistas para discutir a importância da Inteligência Artificial para o sucesso das empresas.

O encontro aconteceu no Trio Pérgola, no Itaim Bibi, e colocou em evidência três eixos que a IBM considera inegociáveis para qualquer estratégia de IA corporativa: nuvem híbrida, governança de dados e IA generativa. O pano de fundo eram os lançamentos recém‑anunciados pela companhia no Think 2026, em Boston – entre eles o watsonx Orchestrate, voltado para orquestração multiagente; o IBM Concert, para operações inteligentes; e o IBM Sovereign Core, focado em soberania digital.

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Para Marcelo Braga, CEO da IBM Brasil, a virada é cultural tanto quanto tecnológica: “A IA generativa ganha uma popularidade imensa e, de fato, traz essa discussão de uma forma muito mais democrática e muito mais ampla.”

A IBM defende que o avanço da IA exige um novo modelo operacional, estruturado em quatro frentes integradas: agentes com IA coordenada e adaptável; dados conectados em tempo real; automação de ponta a ponta; e arquitetura híbrida com soberania e controle. Não se trata, segundo a empresa, de modernizar processos isolados, mas de redesenhar a forma como o negócio funciona.

O evento, que teve como host a jornalista Christiane Pelajo, âncora do Jornal Times Brasil, contou com palestras de Robert Zabel (Líder de Pesquisa do Instituto IBM para Valor de Negócios), Alan Peacock (Gerente-Geral da Nuvem da IBM), Rohit Badlaney (Diretor de Produto e Gerente-Geral da Plataforma e Indústria de Nuvem da IBM), Fabrício Lira (Diretor de Dados e Inteligência Artificial da IBM), Thiago Videira (Head de Nuvem para a América Latina na IBM) e Tarcísio Alves (Especialista de Tecnologia para Vendas no Setor Industrial da Intel no Brasil).

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O encontro teve ainda dois painéis de debates. O primeiro, sobre a expansão de negócios por meio da nuvem híbrida, contou com a participação de Wagner Hiendlmayer (Fundador e CEO da Heimr), Braulio Seabra (Gerente do Centro de Excelência em DevOps e Engenharia de Confiabilidade de Sistemas (SRE) na Globo) e Verlanio Gallindo (Diretor de Tecnologia da Modernização Pública).

O segundo painel, sobre infraestrutura, reuniu Fernando Silva de Souza (Gerente de Vendas Técnicas da Plataforma de Automação da IBM), Boris Kuszka (Diretor de Arquitetura de Soluções para a América Latina na Red Hat) e Ricardo Martins (Diretor de Tecnologia de Campo da IBM/Hashicorp).

Hiendlmayer, fundador e CEO da Heimr, foi direto ao ponto: “A nuvem híbrida precisa ser proposital. Se você pegar o grande número de empresas que trabalham hoje numa estrutura híbrida, ela aconteceu por acidente.”

Já Boris Kuszka, diretor de Arquitetura de Soluções da Red Hat LATAM, destacou outro movimento em curso no mercado: a ascensão dos modelos de código aberto. “Modelos open source estão em voga, o que democratiza o acesso e facilita também a criação de modelos. Você tem mais transparência, mais explicabilidade.”

Entre os lançamentos apresentados, o watsonx Orchestrate ganhou destaque por sinalizar uma virada na maturidade da IA corporativa. Isso ocorre quando as organizações passam de alguns poucos agentes para milhares, desenvolvidos por equipes diferentes e em plataformas distintas. A partir daí, o problema central deixa de ser técnico e passa a ser de governança. A nova geração da plataforma foi projetada para esse cenário, permitindo a implementação de agentes de qualquer origem, com políticas unificadas e rastreabilidade em tempo real.

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Na mesma linha, a IBM apresentou o IBM Bob, ambiente de desenvolvimento de agentes com controles nativos de segurança e custos, e sua versão para mainframe, o IBM Bob Premium Package for Z, sinalizando que a IA agêntica chegou também às camadas mais críticas da infraestrutura corporativa.

No campo dos dados, a integração da Confluent ao portfólio da IBM viabiliza streaming em tempo real com tecnologias Kafka e Flink. Os números de uma prova de conceito com a Nestlé dão a dimensão do impacto: o motor watsonx.data Presto acelerado por GPU registrou redução de custos de 83% e desempenho 30 vezes superior em um data mart que cobria 186 países.

Para a gestão da infraestrutura, o IBM Concert representa uma mudança de postura, que passa do monitoramento reativo para a resposta coordenada. A plataforma integra sinais de aplicações, rede e infraestrutura em uma visão unificada, sem exigir a troca das ferramentas já em uso. O IBM Concert Secure Coder complementa essa camada ao incorporar segurança diretamente no ambiente de desenvolvimento, com identificação de vulnerabilidades e geração automática de correções.

Operar com IA em setores regulados – como saúde, finanças, energia e governo – impõe restrições que vão além da tecnologia. O IBM Sovereign Core foi desenvolvido para esse contexto: integra políticas de conformidade diretamente na camada de execução da infraestrutura, com suporte à portabilidade de cargas de trabalho e um ecossistema que inclui AMD, Dell, Intel, Mistral, MongoDB e Palo Alto Networks. A base técnica é formada por Red Hat OpenShift e Red Hat AI.

O Accelerate 2026 deixou uma mensagem clara: a IA corporativa cruzou o limiar da experimentação, e o que está em jogo agora é a capacidade de operá‑la com escala, controle e responsabilidade.

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Felipe Machado

Felipe Machado é analista de economia e negócios do canal Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. É jornalista, escritor e guitarrista fundador da banda VIPER

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