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Accelerate IBM: Brasil está na vanguarda da adoção de IA, diz diretor da IBM Brasil
Publicado 20/05/2026 • 16:38 | Atualizado há 2 meses
Publicado 20/05/2026 • 16:38 | Atualizado há 2 meses
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O Brasil está na vanguarda da adoção deinteligência artificial generativa e IA agêntica, segundo Fabrício Lira, diretor de dados e inteligência artificial da IBM Brasil. Para ele, as empresas brasileiras têm ampliado o uso dessas tecnologias em processos reais de negócio, com apoio mais direto da alta liderança.
Durante o Accelerate IBM, evento realizado em São Paulo em parceria com a Intel, Lira afirmou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC que o país tem uma base favorável para avançar na adoção de IA. Ele citou a presença da IBM no Brasil há 107 anos e a maturidade de setores como bancos, utilities e varejo no uso de tecnologia.
“Diferentemente de outros momentos, onde era só experimentação, só tentativa e piloto, hoje a gente vê uma inclinação real do C-level da companhia em patrocinar essas iniciativas”, disse. “O Brasil não fica nada a dever de outros mercados.”
Leia também: Accelerate IBM: maturidade tecnológica é um fator decisivo para ampliar o uso de I.A., afirma o CTO da HashiCorp
O executivo afirmou que a adoção de IA generativa exige uma estratégia clara de dados. Segundo ele, governança, qualidade da informação e tratamento desde a origem são condições para que empresas consigam usar a tecnologia com segurança e escala.
“O que o tratamento do dado traz como direção original é gerar confiança e permitir adquirir velocidade para ter escala”, afirmou.
Lira disse que a exigência sobre os dados aumentou com o avanço de aplicações em tempo real. Antes, segundo ele, muitos modelos operavam com bases já consolidadas. Agora, com agentes inteligentes e decisões mais rápidas, a qualidade da informação passou a ter impacto direto sobre a operação das empresas.
“Hoje, se entra ‘lixo’ enquanto dados, a decisão fica comprometida”, disse.
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Siga o Times | CNBCNesse contexto, o diretor destacou a compra da Confluent pela IBM como parte da estratégia de reforçar a governança e o uso de dados em tempo real. Segundo ele, a aquisição ajuda a levar controle e qualidade para a origem da informação, antes que ela seja consumida por modelos e agentes de IA.
A IA agêntica deve ganhar escala nas companhias nos próximos anos, de acordo com Lira. Ele afirmou que áreas como atendimento, finanças, compras, vendas, recursos humanos e processos internos já aparecem entre as principais frentes de impacto.
Leia também: Accelerate IBM: Open source impulsiona democratização da IA, diz Boris Kuszka, da Red Hat
Para o executivo, a mudança em curso é que essas soluções tendem a deixar de ser iniciativas isoladas em departamentos específicos e passar a fazer parte da rotina das empresas.
“As soluções vão ser incorporadas dentro do dia a dia das empresas”, disse.
Lira também afirmou que a IA deve avançar para além de ganhos de eficiência e redução de custos. Na avaliação dele, a tecnologia passará a ter papel maior na criação de receitas, produtos e serviços.
“A IA deixa de frequentar só o denominador da companhia e passa também a gerar novas receitas, novos produtos e serviços nos próximos anos com essa escala”, afirmou.
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