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Accelerate IBM: Nuvem híbrida acelera jornada de IA nas empresas, diz executivo da IBM
Publicado 20/05/2026 • 17:48 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 20/05/2026 • 17:48 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A nuvem híbrida deixou de ser uma tendência isolada e passou a ser uma base estratégica para acelerar a adoção de inteligência artificial nas empresas. É o que afirma Rohit Badlaney, gerente geral e CPO da plataforma de nuvem e indústria da IBM.
Badlaney participou do Accelerate IBM, evento realizado em São Paulo em parceria com a Intel, e falou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC sobre o avanço da nuvem híbrida, da multicloud e da soberania tecnológica nos negócios.
Segundo o executivo, a visão dominante sobre infraestrutura mudou nos últimos anos. Em 2018, disse ele, a resposta padrão do mercado era migrar para a nuvem pública. Hoje, a maior parte dos clientes mantém ambientes locais e opera em múltiplas nuvens.
“Nós enxergamos o mundo como sendo híbrido e multicloud”, afirmou. “Ao projetar uma arquitetura híbrida por design, você realmente ajuda os clientes a acelerar não apenas suas jornadas na nuvem, mas também suas jornadas de IA.”
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Badlaney disse que a IBM tem papel relevante nesse mercado por operar cargas de trabalho críticas em grandes empresas e em setores altamente regulados. Ele citou sistemas como power, mainframes e armazenamento como parte da arquitetura híbrida e multicloud de clientes corporativos.
“Nós rodamos as cargas de trabalho mais críticas e complexas do mundo nos setores mais regulamentados. Isso é IBM”, afirmou.
O executivo também destacou a soberania como um tema central para empresas e governos. Segundo ele, o conceito envolve três dimensões: soberania de dados, soberania operacional e soberania tecnológica.
A primeira está ligada à privacidade e à localização dos dados dentro de determinada jurisdição, como o Brasil. A segunda trata de quem opera os sistemas e controla o acesso. A terceira envolve a capacidade de reduzir dependência de fornecedores específicos.
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Siga o Times | CNBC“Eu possuo um botão de emergência? Posso eliminar a dependência de um fornecedor específico?”, disse.
Badlaney afirmou que a estratégia da IBM para nuvem híbrida é baseada em padrões abertos e tecnologias de código aberto. Ele citou a plataforma Red Hat, o Terraform, da HashiCorp, e a Confluent, voltada a dados em tempo real e construída sobre Kafka.
Segundo o executivo, essa abordagem busca dar mais opções aos clientes em um momento de maior atenção regulatória e preocupação com risco de concentração tecnológica.
“Nós acreditamos fortemente que precisamos dar aos clientes poder de escolha, especialmente com o que está acontecendo com as regulamentações, com o risco de concentração”, afirmou.
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Badlaney disse que o tema da soberania é hoje dominante na União Europeia e começa a ganhar espaço em outras jurisdições. No Brasil, afirmou, a demanda por nuvem híbrida é forte entre grandes clientes.
“Investimos muito pesado aqui. Temos um fator de confiança com os clientes”, disse.
Segundo ele, muitos grandes clientes brasileiros já operam em ambientes híbridos e multicloud. A próxima etapa, afirmou, é usar essa base para aplicar inteligência artificial de forma mais estruturada.
“Eles estão fazendo uma parceria sólida conosco para garantir que não apenas acelerem sua jornada de nuvem híbrida, mas agora apliquem IA de forma mais pensada”, concluiu.
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