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Ações da Adidas caem após vendas crescerem 14% no segundo trimestre
Publicado 12/08/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/08/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: unsplash
Ações da Adidas caem após vendas crescerem 14% no segundo trimestre
As ações da Adidas despencaram, mesmo depois de a companhia registrar o maior volume de vendas trimestrais de sua história. Entre abril e junho, a receita chegou a € 6,74 bilhões (aproximadamente R$ 40,2 bilhões) , alta de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior, considerando o efeito cambial. O resultado superou a expectativa de € 6,63 bilhões (R$ 39,1 bilhões).
Ainda assim, o desempenho não convenceu os investidores. Os papéis chegaram a cair 19% durante os negócios e encerraram o dia com baixa de 11,5%, a € 161,25 (R$ 963,26) . Segundo comunicado oficial, a reação ocorreu principalmente porque o lucro operacional ficou abaixo das projeções e a empresa manteve sua estimativa anual de lucro.
A Copa do Mundo de 2026 teve papel importante no desempenho comercial da Adidas. O torneio, disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, impulsionou a procura por camisas de seleções e outros produtos ligados ao futebol.
Por outro lado, a competição também aumentou os custos da companhia. A Adidas elevou em € 212 milhões (R$ 1,2 bilhão) os gastos de marketing relacionados às ações promocionais da Copa.
O lucro operacional cresceu 5,1% no segundo trimestre e chegou a € 574 milhões (R$ 3,43 bilhões). O valor, entretanto, ficou cerca de € 49 milhões (R$ 292,5 milhões) abaixo das expectativas do mercado. A margem operacional terminou o período em 8,5%.
O CEO Bjørn Gulden afirmou que os gastos de marketing devem voltar a níveis mais normais nos próximos dois trimestres. Para a direção da Adidas, portanto, o investimento realizado durante a Copa não representa uma mudança permanente na estrutura de despesas.
A diferença entre o crescimento das vendas e o desempenho do lucro ajudou a explicar a reação dos investidores. Para 2026, a Adidas elevou sua previsão de crescimento da receita para uma faixa entre 9% e 10%.
A companhia, porém, manteve a estimativa de lucro operacional em € 2,3 bilhões (R$ 13,74 bilhões). O mercado esperava uma revisão mais forte também nessa frente, principalmente depois do desempenho apresentado no primeiro semestre.
Além disso, a empresa pode receber entre € 250 milhões (R$ 1,49 bilhão) e € 300 milhões (R$ 1,79 bilhão) em reembolsos relacionados à reversão de tarifas americanas. O valor, no entanto, ainda não foi considerado nas projeções porque o ressarcimento não está confirmado.
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Siga o Times | CNBCA Adidas registrou crescimento de dois dígitos na maioria dos mercados durante o trimestre. A América Latina apresentou o melhor resultado, com alta de 28% nas vendas.
Na América do Norte, a receita aumentou 17%, enquanto Japão e Coreia do Sul registraram expansão de 18%. Na Grande China, as vendas avançaram 15%. Os mercados emergentes cresceram 12%.
A Europa ficou abaixo dos demais mercados, com alta de 6%. Segundo Gulden, a região enfrenta maior incerteza entre os consumidores e níveis elevados de descontos no varejo.
O vestuário foi outro destaque do trimestre. As vendas cresceram 35%, para € 2,72 bilhões (R$ 16,24 bilhões), impulsionadas principalmente pelo futebol e pela exposição da marca durante a Copa do Mundo.
Os acessórios também tiveram desempenho positivo, com alta de 20%. Já os calçados, principal categoria da Adidas, cresceram apenas 1% e movimentaram cerca de € 3,5 bilhões (R$ 20,90 bilhões).
A diferença entre os segmentos, porém, não significa que toda a área de calçados esteja enfraquecida. Os produtos voltados à performance continuam apresentando crescimento, especialmente os tênis de corrida.
Leia também: Ações da Adidas disparam durante a Copa; Nike avança pouco e vê rival vencer duelo fora de campo
Segundo Gulden, as vendas de calçados para corrida aumentam cerca de 30% a cada trimestre. Treinamento e futebol também apresentam expansão. Ao mesmo tempo, os modelos casuais enfrentam maior pressão por causa dos descontos e do excesso de estoque no mercado, principalmente na Europa.
Assim, a Adidas encerrou o segundo trimestre com vendas recordes e crescimento em praticamente todas as regiões. Mesmo com o avanço de 14% na receita, porém, o lucro operacional abaixo das expectativas e a manutenção da previsão anual de € 2,3 bilhões (R$ 13,75 bilhões) pesaram sobre a percepção dos investidores. É essa combinação que ajuda a explicar por que as ações da Adidas caíram com força apesar do forte desempenho das vendas.
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