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Agro

Agro brasileiro bate recorde em maio e responde por metade das exportações do país

Publicado 12/06/2026 • 11:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • As exportações do agronegócio somaram US$ 16 bilhões em maio, alta de 8,2% em relação ao mesmo mês de 2025.
  • O resultado fez o setor responder por 50,2% de tudo que o Brasil vendeu ao exterior no período.
  • No acumulado do ano, as vendas externas do agro chegaram a US$ 70,5 bilhões entre janeiro e maio, o melhor resultado já registrado para os cinco primeiros meses do ano.

Foto: Freepik.

As exportações do agronegócio somaram US$ 16 bilhões em maio, alta de 8,2% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado fez o setor responder por 50,2% de tudo que o Brasil vendeu ao exterior no período.

No acumulado do ano, as vendas externas do agro chegaram a US$ 70,5 bilhões entre janeiro e maio, crescimento de 4,6% e o melhor resultado já registrado para os cinco primeiros meses do ano.

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Olhando para os números de maio, o volume exportado cresceu 3,6% e os preços médios subiram 4,4%. Do outro lado, as importações de produtos agropecuários caíram 3,6%, para US$ 1,6 bilhão. A conta final: um superávit de US$ 14,4 bilhões, 9,7% maior que o de maio do ano passado.

China segue na liderança, EUA recuam

A China continua disparada como maior compradora do agro brasileiro: US$ 6,3 bilhões em maio, alta de 12,8% e quase 40% de tudo que o setor exportou no mês.

A União Europeia vem em segundo lugar, com US$ 2,4 bilhões (15% do total) e crescimento de 5,4%. Já os Estados Unidos compraram US$ 837 milhões, apenas 5,2% do total, e recuaram 28% na comparação com maio de 2025.

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Mercados menos tradicionais, como Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Turquia e Jordânia, ampliaram suas compras de forma significativa no período.

Soja segue na frente, mas carnes puxam o crescimento

A soja em grãos continua sendo o principal produto da pauta, com US$ 6,3 bilhões exportados em maio, alta de 14,6%, e 14,8 milhões de toneladas embarcadas, 5,1% mais que no ano anterior.

Mas quem chamou atenção foram as proteínas animais. As três principais (bovina, frango e suína) bateram recordes de valor e volume para o mês.

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A carne bovina in natura somou US$ 1,7 bilhão em vendas, salto de 50,2%, com 262 mil toneladas embarcadas (+20,2%). A China sozinha comprou US$ 1 bilhão, mais de 60% do total exportado da proteína.

Carne brasileira
Foto: Freepik
Exportações de carne

A carne de frango cresceu 40%, para US$ 883 milhões, com 442 mil toneladas embarcadas (+32,3%) e vendas para mais de 135 países. Já a carne suína somou US$ 278 milhões (+1,4%) e 111 mil toneladas (+5%), também um recorde para o mês.

Outros destaques da pauta

O complexo soja como um todo somou US$ 7,5 bilhões, alta de 16,3%. As proteínas animais juntas chegaram a US$ 3,2 bilhões (+38%), e fibras e produtos têxteis somaram US$ 483 milhões, com crescimento de 39,6%.

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Também tiveram recordes para o mês: óleo de milho (US$ 28,5 milhões, salto de 798%), algodão (US$ 450 milhões, +45,3%) e miudezas de frango (US$ 62,5 milhões, +20,5%). Produtos menos conhecidos do grande público, como sementes de gergelim, ração para pets, amendoim, arroz, pães, biscoitos e erva-mate, também registraram recordes em valor ou volume.

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DDG ganha espaço

Um nome pouco familiar fora do agro tem se destacado: o DDG (Dried Distillers Grains), resíduo da produção de etanol de milho usado na alimentação animal. Entre janeiro e maio, as exportações do produto somaram US$ 130 milhões, crescimento de 37,7%, com 555 mil toneladas embarcadas (+30,5%), também recordes históricos.

Desde 2023, o governo abriu 21 novos mercados para o DDG brasileiro. Os principais compradores no ano são China (US$ 63,2 milhões), Turquia (US$ 31 milhões), Vietnã (US$ 11,5 milhões) e Nova Zelândia (US$ 7,5 milhões).

A leitura do governo

Para o ministro da Agricultura, André de Paula, o resultado mostra a importância do setor para a economia.

“Quando o agronegócio responde por metade das exportações brasileiras em um mês, estamos falando de renda no campo, emprego na indústria, fortalecimento das cooperativas e mais presença do Brasil no mundo”, disse.

Já o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou o avanço na diversificação: desde 2023, foram registradas 639 aberturas de novos mercados e mais de 250 ampliações, movimento que ele descreve como parte de uma agenda que reduz dependências e fortalece o agro brasileiro no comércio internacional.

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