Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Otávio Lopes: agro está menos preparado para riscos que mais preocupam o setor
Publicado 09/06/2026 • 19:48 | Atualizado há 1 hora
GM mira em nova química de baterias para impulsionar seus negócios de data centers com IA e armazenamento de energia
IPO da SpaceX: preço está definido, mas distribuição das ações para investidores de varejo ainda é incerta
CEO da Vinted vê mudança “fundamental” em consumo; empresa de produtos usados alcança US$ 9 bilhões
Ações asiáticas ligadas a semicondutores sobem após recuperação de concorrentes nos EUA
OpenAI protocola confidencialmente seu pedido de IPO, preparando Wall Street para uma estreia estrondosa na área de IA
Publicado 09/06/2026 • 19:48 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
As mudanças climáticas e a instabilidade geopolítica estão entre os riscos mais relevantes para o agronegócio brasileiro, mas também aparecem como áreas em que as empresas do setor ainda têm baixo nível de preparação. A avaliação é de Otávio Lopes, sócio-líder de Agro da EY para a América Latina e Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Lopes comentou o estudo Top 10 Riscos e Oportunidades no Agro 2026, desenvolvido pela EY com lideranças do setor no Brasil. O levantamento mapeia os principais temas que impactam o agro e avalia o grau de prontidão das empresas para enfrentá-los.
Segundo ele, os riscos climáticos apareceram no topo da lista nas duas últimas edições da pesquisa. A diferença, agora, é que o estudo passou a medir também o nível de preparação das organizações.
“O que a gente vê é que as empresas vêm em um processo de preparação para lidar com esses cenários de riscos climáticos, eventos extremos”, disse.
Leia também: Mineração brasileira precisa ir além da extração para atrair capital, afirma líder da EY
Lopes afirmou que o agronegócio brasileiro já adota práticas importantes para reduzir a exposição ao clima, como adequação genética, manejo e uso do zoneamento agrícola de risco climático. Ainda assim, parte das variáveis segue fora do controle das empresas.
Ele citou regiões com alta recorrência de perdas na safra de soja, como o Rio Grande do Sul, onde, segundo ele, há uma safra perdida a cada quatro, e o Paraná, com uma a cada seis.
“O agronegócio está exposto a elas”, afirmou, ao citar geadas, chuva no período errado e excesso de chuva. “Essa variação é que traz uma necessidade de uma resposta talvez mais rápida, que talvez seja o déficit de preparo que ainda exista.”
No curto prazo, o Notável disse que a prática mais viável para reduzir riscos é seguir o zoneamento agrícola de risco climático. Isso inclui respeitar recomendações sobre quando plantar, quando colher e qual variedade usar para cada tipo de solo e microrregião.
“Isso reduz a sua exposição ao risco. E, com a redução de exposição ao risco, você consegue melhor se enquadrar, por exemplo, no seguro agrícola”, afirmou.
Segundo Lopes, desvios em relação ao zoneamento têm contribuído para reduzir a cobertura de seguro agrícola em algumas áreas.
Leia também: Mercado de canetas emagrecedoras deve chegar a US$ 150 bilhões até 2030, diz executiva da EY
Outro ponto de preocupação é a geopolítica. Lopes afirmou que, na pesquisa de 2022, fatores geopolíticos ainda não tinham a relevância observada hoje.
O Notável disse que o recorte do novo estudo foi feito antes de alguns eventos recentes que aumentaram a percepção de risco, como tensões no Oriente Médio, discussões sobre o Estreito de Ormuz, impactos sobre fertilizantes e tarifas impostas pelos Estados Unidos.
“Talvez se esse risco fosse medido agora, ele tivesse impacto muito mais alto na nossa escala”, disse.
Para Lopes, a baixa preparação do setor está ligada à dependência de insumos estratégicos, especialmente fertilizantes, e à concentração de mercados compradores.
“A gente ainda tem uma dependência muito grande de fornecimento, por exemplo, no caso de fertilizantes”, afirmou. “Se a gente quer ser o celeiro do mundo e depende de fertilizantes vindo de uma região só, isso demonstra um risco altíssimo.”
Na ponta das exportações, o Notável citou a concentração de produtos e destinos como outro fator de vulnerabilidade.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no Google“Quando a gente está vendendo, concentração de mercados e concentração em produtos também oferecem um risco extremo para a gente”, disse.
Apesar dos riscos, Lopes afirmou que o agro brasileiro tem feito parte relevante do dever de casa, especialmente em manejo agrícola e sustentabilidade.
Para ele, o país precisa dar mais transparência ao mercado sobre suas práticas produtivas.
“A forma como a gente roda um agronegócio sustentável é um exemplo. Acho que a gente precisa mostrar isso, dar mais transparência para o mercado sobre as nossas práticas agrícolas”, afirmou.
O Notável disse que, para lidar melhor com riscos geopolíticos e climáticos, as empresas precisarão se tornar mais ágeis. Isso deve exigir mais tecnologia, inteligência de dados e revisão da estrutura logística.
“Na questão de geopolítica, a gente precisa fazer um dever de casa de tornar as organizações mais ágeis para que elas possam navegar nesse mercado turbulento”, disse.
Lopes também defendeu maior presença internacional das companhias brasileiras do setor.
“No comércio exterior, a gente precisa de mais empresas multinacionais brasileiras no agronegócio”, afirmou.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Anthropic lança o Claude Fable 5, sua inteligência artificial mais poderosa
2
iFood expõe milhões de brasileiros a golpistas e omite fato das autoridades de proteção de dados
3
Operação coordenada conecta Vorcaro e Tanure para inflar artificialmente ações da Ambipar
4
Nvidia RTX Spark chegou com tudo, menos com preço acessível e um comprador em mente
5
Naskar troca de dono pela segunda vez, app segue fora do ar e investidores sem o dinheiro