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Azul bate recorde de receita no segundo trimestre e reduz dívida em R$ 13 bilhões
Publicado 13/08/2026 • 22:51 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 13/08/2026 • 22:51 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A Azul registrou receita líquida recorde para um segundo trimestre ao alcançar R$ 4,98 bilhões entre abril e junho de 2026, alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado foi alcançado mesmo com uma redução de 10,6% na capacidade da companhia e em um trimestre de forte pressão dos custos com combustível.
A estratégia da Azul foi concentrar a oferta nos mercados considerados mais rentáveis e elevar a receita obtida por assento. O RASK, indicador que mede a receita por assento-quilômetro disponível, avançou 12,7%, para 43,41 centavos, também recorde para um segundo trimestre.
O yield, que mede a tarifa média por passageiro e quilômetro voado, cresceu 12,9%, enquanto o PRASK avançou 11,4%.
A receita proveniente de produtos premium aumentou 12,4%, apesar da menor oferta de voos. As unidades de negócio além do transporte de passageiros responderam por 21% do RASK no período.
Leia também: Azul reestrutura dívida corporativa em moeda local para combater a alta do dólar e do combustível
Outro destaque do trimestre foi o avanço da desalavancagem após a reestruturação financeira da companhia.
A dívida bruta encerrou junho em R$ 21,4 bilhões, queda de R$ 13 bilhões, ou 37,8%, em relação aos R$ 34,4 bilhões registrados no segundo trimestre de 2025.
A relação entre dívida líquida e Ebitda, considerando a liquidez disponível, caiu de 5,2 vezes para 3 vezes no período. Considerando a liquidez imediata, o indicador ficou em 2,8 vezes, ante 5,1 vezes um ano antes.
A Azul informou ainda que não possui vencimentos relevantes de dívida até 2031.
A companhia terminou o trimestre com R$ 3,66 bilhões em liquidez imediata, 11,2% acima do registrado um ano antes e equivalente a 16,6% da receita dos últimos 12 meses.
Esse volume inclui R$ 1,27 bilhão em caixa e R$ 2,39 bilhões em recebíveis. A empresa informou que optou por não antecipar integralmente seus recebíveis de cartão de crédito, mantendo parte desses recursos como fonte adicional de liquidez.
A companhia também ganhou uma nova fonte potencial de recursos para os próximos meses.
A Azul captou R$ 330 milhões no trimestre por meio do programa de crédito destinado ao setor aéreo e poderá acessar até R$ 4,6 bilhões em linhas de financiamento de longo prazo em reais.
Segundo a empresa, os recursos podem ampliar a flexibilidade financeira, reduzir a exposição cambial e apoiar o processo de desalavancagem.
A companhia desembolsou R$ 794,5 milhões no trimestre em itens não recorrentes relacionados à reestruturação, incluindo pagamentos a consultores, despesas relacionadas à frota e compromissos que haviam sido postergados durante o processo.
A Azul reduziu a capacidade doméstica em 6,5% na comparação anual. No mercado internacional, o corte foi mais forte, de 24,9%.
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Siga o Times | CNBCA estratégia teve como objetivo concentrar aeronaves e voos nas rotas de maior retorno diante da forte pressão dos combustíveis.
A tarifa média avançou 9,5%, para R$ 628,90, e a ocupação internacional subiu 3,1 pontos percentuais, chegando a 88,1%.
A Azul também registrou crescimento de 15,1% nas receitas de cargas e outros negócios, que alcançaram R$ 418,1 milhões. Apenas a operação de logística avançou 16,1% na comparação anual.
A alta do combustível teve impacto relevante sobre os custos e limitou a rentabilidade da Azul no trimestre.
O preço médio por litro saltou de R$ 3,86 para R$ 6,25, aumento de 61,8%. As despesas com combustível chegaram a R$ 1,96 bilhão, avanço de 41,2%.
O Ebitda ajustado pelos itens não recorrentes ficou em R$ 510,1 milhões, com margem de 10,2%, ante R$ 1,14 bilhão e margem de 23,1% no segundo trimestre de 2025. No resultado reportado, antes desses ajustes, o Ebitda foi de R$ 228,6 milhões.
No resultado líquido, a Azul registrou prejuízo de R$ 1,04 bilhão no segundo trimestre, revertendo o lucro de R$ 1,29 bilhão apurado um ano antes.
A linha financeira teve peso relevante nessa virada. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 882,2 milhões, ante resultado positivo de R$ 913,5 milhões no segundo trimestre de 2025.
Já o prejuízo líquido ajustado foi de R$ 1,07 bilhão, contra R$ 475,8 milhões negativos no mesmo período do ano passado.
No acumulado do primeiro semestre, porém, o prejuízo ajustado caiu 51,4%, de R$ 2,29 bilhões para R$ 1,12 bilhão. Pelo resultado contábil, a Azul acumulou lucro de R$ 380,4 milhões nos seis primeiros meses de 2026.
Leia também: Cade aprova investimento da American Airlines na Azul
Além dos indicadores financeiros, a Azul registrou melhora nos índices de satisfação e operação.
O Net Promoter Score (NPS), que mede a disposição dos clientes em recomendar a companhia, avançou mais de 26 pontos em 2026.
A Azul também foi a companhia aérea mais pontual do Brasil em abril e junho e, após o fechamento do trimestre, liderou o ranking de pontualidade da América Latina em julho, segundo a Cirium.
A companhia encerrou junho com 155 aeronaves operacionais de passageiros. Cerca de 94,1% da capacidade doméstica já era operada por aeronaves de última geração, resultado do processo de renovação e simplificação da frota.
“O segundo trimestre mostra a capacidade da Azul de executar seu plano de negócio com disciplina, mesmo em um ambiente desafiador. Seguimos priorizando a rentabilidade, ajustando a capacidade à demanda e fortalecendo nossa estrutura de capital”, afirmou o CEO da Azul, John Rodgerson.
Para o segundo semestre, a companhia pretende manter o foco em rentabilidade, geração de caixa, receitas premium e redução da alavancagem. A Azul prevê ainda retomar um crescimento moderado da capacidade a partir do quarto trimestre, à medida que a disponibilidade da frota se estabilize.
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