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EXCLUSIVO: Bradesco vai ‘entregar mais’, diz CEO Marcelo Noronha sobre os resultados do segundo tri
Publicado 06/08/2026 • 12:25 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 06/08/2026 • 12:25 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
“Vamos entregar mais ainda.” A frase resume o tom do CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, ao comentar o lucro de mais de R$ 7 bilhões registrado pelo banco no segundo trimestre, acima das projeções do mercado. Em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, concedida ao repórter Léo Valente após a coletiva de resultados, o executivo detalhou os números e as apostas do banco para o segundo semestre.
“A gente entregou um resultado sólido, um pouco superior àquilo que o mercado esperava, superando os R$ 7 bilhões, com um ROE de 16,2%, que não era a expectativa do mercado”, disse Noronha. Segundo o executivo, o mercado projetava um índice como esse apenas no último trimestre do ano.
🔍 ROE é a sigla para Return on Equity, ou retorno sobre patrimônio líquido, indicador que mede a rentabilidade de um banco em relação ao capital investido pelos acionistas.
Além do resultado trimestral, Noronha destacou a composição da carteira de crédito, com maior colateralização, e afirmou que o banco segue o planejamento apresentado anteriormente ao mercado. “A gente continua aqui no step by step, confiando naquele plano que a gente apresentou. A gente corrige a rota, a vida é dinâmica, ela não é estática, e vamos em frente para entregar mais ainda”, declarou.
Bradesco amplia liderança em crédito a pequenas empresas
Um dos pontos de maior destaque na entrevista foi o avanço do banco em crédito para pequenas e médias empresas. Conforme dados do Banco Central citados por Noronha, o Bradesco ampliou o market share no segmento para acima de 17%.
“A gente ampliou a liderança, fomos para cima de 17% de market share“, afirmou o CEO. Segundo ele, o banco também voltou a liderar as originações de FGO e FGI neste semestre, repetindo o desempenho registrado no ano passado.
🔍 FGO e FGI são fundos garantidores de operações de crédito, o Fundo Garantidor de Operações e o Fundo Garantidor de Investimentos, que reduzem o risco de bancos ao conceder empréstimos a pequenas e médias empresas.
Ainda de acordo com Noronha, o crescimento no segmento combina entregas digitais, com contratação do FGO por canais eletrônicos, e atendimento humano, por meio de gerentes que acompanham as necessidades de crédito de cada cliente.
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Siga o Times | CNBCAcionistas aprovam aumento de capital de R$ 8 bilhões
Outro tema abordado na entrevista foi o aumento de capital aprovado pelo conselho do Bradesco, da ordem de R$ 10 bilhões, com garantia das acionistas controladoras de até R$ 8 bilhões.
“A gente acredita que isso vai colaborar de forma importante com o nosso capital tangível. Isso aumenta a resiliência da organização, a capacidade da organização de crescer ainda mais. É uma prova de confiança das acionistas controladoras na organização”, disse Noronha.
🔍 Capital tangível é o patrimônio líquido de um banco descontado de ativos intangíveis, como ágio e marcas, usado como referência para avaliar a solidez financeira da instituição.
Selic e cenário externo devem seguir voláteis
Questionado sobre as perspectivas para o segundo semestre, Noronha reconheceu volatilidade no cenário externo, em meio a incertezas geopolíticas, mas afirmou que o banco mantém o ritmo de trabalho independentemente do contexto internacional.
Em relação à política monetária, o executivo lembrou que o Banco Central reduziu a Selic para 14%, ante 14,25% anteriormente, e disse esperar novos cortes ao longo do ano. “O Banco Central anunciou uma redução para 14%, vindo de 14,25%, mas a gente acredita que, com os dados dos núcleos de inflação, o Banco Central vai reduzir ainda mais essas taxas de juro ao longo desse ano, nas próximas reuniões, porque temos três reuniões do Copom ainda para o ano”, afirmou.
🔍 Copom é o Comitê de Política Monetária do Banco Central, responsável por definir a taxa básica de juros da economia brasileira.
Segundo Noronha, a expectativa de novos cortes na Selic tende a beneficiar empresas mais alavancadas. “A gente torce para que a gente possa ter um Brasil melhor, com taxas menores para toda a população”, disse o CEO do Bradesco.
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