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Bicicleta elétrica de US$ 3.500 esconde plano de US$ 1 bi
Publicado 20/08/2026 • 06:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 20/08/2026 • 06:30 | Atualizado há 2 meses
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Foto: unsplash
Bicicleta elétrica de US$ 3.500 esconde plano de US$ 1 bi
Uma bicicleta elétrica de US$ 3.500 é o produto mais conhecido da Also, mas está longe de representar todo o negócio da startup. Criada a partir de um projeto da Rivian, a empresa desenvolve uma plataforma para veículos elétricos menores que um carro e pretende levar a tecnologia autônoma para esse segmento.
A Also, sediada em Palo Alto, na Califórnia, levantou US$ 150 milhões em uma rodada Série D liderada pela Prysm Capital, com participação da Eclipse Capital e da Greenoaks. Com o novo aporte, a avaliação da companhia ultrapassou US$ 1 bilhão, mesmo com apenas dois anos de existência, segundo a Fortune.
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A estratégia da empresa envolve motores, baterias, computadores e software desenvolvidos internamente. Esses componentes podem ser usados em diferentes veículos para transportar pessoas ou mercadorias.
Atualmente, a tecnologia está presente na bicicleta elétrica TM-B, voltada ao consumidor, e no quadriciclo elétrico comercial TM-Q, destinado a entregas. A Also também desenvolve projetos de hardware para veículos autônomos de pequeno porte.
Segundo Chris Yu, fundador e CEO da empresa, a proposta é criar veículos adequados para tarefas específicas. Assim, uma viagem curta com apenas uma pessoa ou uma pequena entrega não precisaria necessariamente utilizar uma van, caminhonete ou SUV.
A Also surgiu como um projeto secreto dentro da Rivian e se tornou uma empresa independente no início de 2025. RJ Scaringe, fundador da fabricante de veículos elétricos, cofundou a startup e continua como presidente das duas companhias.
Desde a separação, a Also recebeu US$ 105 milhões (aproximadamente R$ 543 milhões) em financiamento inicial. Depois, levantou US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) em uma Série C liderada pela Greenoaks, com participação da Prysm Capital. A DoorDash também fez um investimento estratégico na empresa.
Além disso, a Rivian continua como acionista minoritária. A relação pode ajudar no desenvolvimento da tecnologia autônoma, já que os veículos da fabricante em circulação geram dados de condução que a Also poderá usar no treinamento de seus sistemas.
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Siga o Times | CNBCA expansão da Also ocorre enquanto o mercado de bicicletas elétricas passa por dificuldades. A Rad Power Bikes faliu, a Juiced Bikes entrou em colapso e a Porsche deixou a categoria.
Ainda assim, a micromobilidade representa um mercado global estimado em cerca de US$ 50 bilhões (R$ 261 bilhões). O segmento inclui bicicletas e patinetes elétricos, além de pequenos veículos destinados a entregas. A previsão é que esse mercado mais que dobre até o início da década de 2030.
Yu, que já comandou a área de bicicletas da Specialized e possui experiência no setor aeroespacial, discorda da avaliação de que a sequência de falências demonstra falta de demanda. Para ele, problemas como baterias pouco confiáveis e sistemas antifurto pouco práticos dificultam a adoção desses produtos.
O lado comercial é outro ponto importante para entender o plano da Also. A empresa já possui uma parceria com a Amazon e um acordo comercial plurianual com a DoorDash.
A ideia é utilizar a mesma arquitetura tecnológica em veículos voltados para entregas. Com isso, os motores e sistemas computacionais desenvolvidos para a bicicleta podem servir de base para robôs e outros veículos comerciais. A empresa pretende, posteriormente, ampliar essa tecnologia para veículos autônomos de passageiros e cargas.
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A avaliação superior a US$ 1 bilhão, portanto, não se explica apenas pela bicicleta elétrica de US$ 3.500 (R$ 18.120). O principal ativo da Also está na plataforma que pode equipar diferentes veículos elétricos de pequeno porte.
A startup aposta que cidades mais densas poderão se beneficiar de veículos menores, desenvolvidos especificamente para deslocamentos curtos e entregas. O objetivo de Yu é que a autonomia nesse tipo de veículo se torne comum nos próximos cinco anos.
Nesse cenário, a bicicleta funciona como uma espécie de porta de entrada para uma estratégia maior. O produto que chega ao consumidor hoje pode ser apenas a primeira aplicação de uma tecnologia que a Also pretende levar ao transporte comercial e autônomo.
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