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Agência de crédito: R$ 1,3 bi que a Braskem separou para danos em Maceió não afetará indicadores
Publicado 04/02/2025 • 16:11 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 04/02/2025 • 16:11 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Foto: Braskem/Divulgação
Unidade industrial da Braskem
A Braskem anunciou um aumento de R$ 1,3 bilhão em sua provisão para lidar com as consequências do evento geológico ocorrido em Maceió, no Alagoas — em 2023, o colapso de uma mina da empresa na cidade obrigou a companhia a remover dezenas de milhares de pessoas de suas casas.
O aumento da provisão, embora significativo, não deverá afetar substancialmente os indicadores financeiros da empresa, como liquidez e fluxo de caixa livre, de acordo com a Fitch Ratings.
A agência de classificação de risco avalia que, apesar do ajuste, o impacto nas classificação da Braskem será gerenciável.
O aumento da provisão, conforme anunciado pela Braskem, se baseia em avaliações feitas por consultores técnicos especializados e reflete a estratégia da companhia para lidar com os riscos e garantir a segurança de suas operações. Embora os desembolsos relacionados ao evento possam aumentar nos próximos anos, a Fitch projeta que a empresa poderá absorver esses custos de forma gradual, especialmente com a expectativa de melhora das margens de produtos químicos de baixo ciclo até 2027.
A Braskem prevê que os desembolsos com o caso de Alagoas, que devem começar a ocorrer em 2027, variem entre R$ 80 milhões e R$ 120 milhões por ano. Esses pagamentos escalonados permitirão que a empresa dilua o impacto financeiro ao longo do tempo. A agência de rating projeta que a relação dívida líquida os ganhos antes do pagamento de impostos, juros e depreciação (Ebitda) da Braskem será de 4,5 vezes em 2025, e de 3,0 vezes em 2026, o que indica um controle razoável sobre suas finanças.
Além disso, as margens e a geração de caixa da Braskem são projetadas para melhorar nos próximos anos, o que deve contribuir para uma posição financeira mais forte, apesar das novas obrigações financeiras associadas ao evento de Alagoas. A Fitch diz acreditar que a companhia conseguirá manter sua flexibilidade financeira e consolidar a sua estabilidade nos próximos anos, com um fluxo de caixa positivo e margens melhoradas.
A agência também afirmou que os desembolsos de curto prazo relacionados ao evento geológico não vão aumentar muito e que a companhia deve continuar a bater metas de crescimento e recuperação sem comprometer sua posição de crédito.
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