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Climate Week fortalece articulação entre governos, empresas e investidores, diz Carlo Pereira
Publicado 05/08/2026 • 22:24 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/08/2026 • 22:24 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Climate Week consolidou-se como um espaço para aproximar governos, empresas e sociedade civil na busca por soluções para a transição climática, avalia Carlo Pereira, especialista em sustentabilidade e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Em sua participação no quadro Capital Sustentável desta quarta-feira (5), ele afirmou que a realização do evento em São Paulo reforça o protagonismo brasileiro nas discussões ambientais e amplia o foco em medidas concretas.
Segundo Carlo, a iniciativa surgiu em 2009, paralelamente à Assembleia Geral das Nações Unidas, mas ganhou força após o Acordo de Paris, em 2015, e, principalmente, a partir de 2019, quando a ONU passou a estimular governos e empresas a estabelecer metas de neutralidade de carbono.
“A Climate Week nasceu para aproveitar um momento em que líderes mundiais, empresas e investidores já estavam reunidos em Nova York. Depois do Acordo de Paris e das metas de neutralidade de carbono, ela ganhou uma dimensão muito maior. São Paulo demorou até para entrar nesse movimento”, afirmou.
Para o especialista, o principal papel das Climate Weeks é criar um ambiente de diálogo entre atores que normalmente têm pouca interação.
“Esses eventos aproximam sociedade civil, governos e empresas. Nem sempre eles conversam com facilidade, e a Climate Week cria esse espaço para discutir problemas, apresentar soluções, fechar negócios e acelerar compromissos climáticos”, disse.
Segundo Carlo, embora seja difícil medir o impacto direto desses encontros, eles desempenham um papel importante na evolução da agenda climática.
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Siga o Times | CNBC“Não dá para dizer que uma Climate Week resolve os problemas, mas ela ajuda muito a construir consensos, desenvolver tecnologias e conectar quem precisa reduzir emissões com quem oferece essas soluções”, afirmou.
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Ao comentar sua participação em painéis sobre aço de baixo carbono e combustíveis sustentáveis, Carlo Pereira afirmou que o diferencial das discussões deste ano foi o foco na implementação de projetos.
Segundo ele, representantes da indústria deixaram de lado debates genéricos para discutir gargalos específicos e propostas concretas.
“O que vimos foi muito pragmatismo. As discussões foram direcionadas aos obstáculos para ampliar a produção de aço verde, expandir os biocombustíveis e transformar essas oportunidades em negócios e investimentos”, afirmou.
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Na avaliação do especialista, o Brasil reúne vantagens competitivas relevantes para liderar parte dessa transição. “Temos diferenciais naturais muito importantes, especialmente na produção de biocombustíveis. O desafio agora é transformar esse potencial em escala, competitividade e capacidade de atender aos mercados internacionais”, concluiu.
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