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Coca-Cola explica estratégia para manter vendas mesmo com inflação; entenda
Publicado 29/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 29/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: AFP
A Coca-Cola elevou sua projeção para o ano inteiro pela terceira vez consecutiva, apesar da demanda pouco expressiva no mercado doméstico.
A inflação continua pressionando o consumo em diversos mercados, mas a Coca-Cola afirma que encontrou uma estratégia para preservar o ritmo de crescimento mesmo diante desse cenário.
A companhia aposta em uma combinação de preços, diferentes tamanhos de embalagens e diversificação do portfólio para atender consumidores com perfis de renda diferentes.
A empresa registrou crescimento da receita, aumentou as projeções para o restante do ano e reforçou que continuará ajustando sua operação conforme as condições econômicas de cada país.
Leia também: Dona da OXXO e maior envazadora de Coca-Cola do mundo, FEMSA tem receita acima do esperado no 2º tri
Durante entrevista à CNBC, o CEO da companhia, o brasileiro Henrique Braun, afirmou que a política de preços da empresa segue critérios rigorosos para evitar impactos excessivos sobre os consumidores finais.
Segundo o executivo, a empresa busca equilibrar o valor, custos de produção e comportamento do mercado antes de definir qualquer reajuste. A estratégia também considera diferenças entre marcas, formatos de embalagem e canais de venda para oferecer opções compatíveis com diferentes faixas de renda.
Braun reconheceu que a inflação afeta principalmente consumidores de menor poder aquisitivo, mas enfatizou que esse cenário faz parte da realidade do setor de bebidas há décadas.
Uma das principais ferramentas utilizadas pela Coca-Cola está na variedade de embalagens disponíveis. Em vez de depender apenas de reajustes de preços, a companhia amplia a oferta de latas e garrafas menores.
Dessa forma, a estratégia permite que o consumidor encontre versões mais acessíveis do produto. Ao mesmo tempo, a empresa preserva sua margem diante da alta dos custos de produção, especialmente de matérias-primas como o alumínio.

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Siga o Times | CNBCA movimentação da empresa de bebida também apareceu nos números do segundo trimestre. A Coca-Cola registrou receita líquida de US$ 13,4 bilhões, alta de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a receita orgânica, indicador que desconsidera o efeito do câmbio, avançou 6%.
O lucro por ação cresceu 16%, chegando a US$ 1,03, enquanto o volume global de bebidas comercializadas aumentou 5%.
Com esse desempenho, a empresa revisou suas expectativas para 2026. Agora, a projeção aponta crescimento aproximado de 5% na receita orgânica, acima da estimativa anterior, que variava entre 4% e 5%.
A previsão para o lucro comparável por ação também subiu e passou para uma faixa entre 9% e 10%, enquanto o fluxo de caixa livre esperado permanece próximo de US$ 12,4 bilhões.
Leia também: Coca-Cola supera estimativas de lucro, eleva projeções para 2026 e vê demanda por bebidas seguir em alta
Apesar da forte presença no mercado de bebidas, em especial de refrigerantes, a Coca-Cola também deve manter a atenção em um segmento que vem crescendo entre os consumidores.
Um estudo da Stantec aponta que, em 2025, as vendas globais de energéticos zero açúcar cresceram 25%, enquanto os refrigerantes da mesma categoria registraram avanço de 10%.
Além disso, segundo a pesquisa, essa mudança demonstra uma transformação no comportamento do consumidor, impulsionada pela busca por hábitos mais saudáveis e novas tendências de consumo.
Junto a isso, a expansão das redes sociais também está relacionada à procura por bebidas sem açúcar. Isso porque o debate sobre bebidas zero aumenta a procura e preocupação dos consumidores por melhorias na saúde. Dessa forma, a Coca-Cola deve seguir nos investimentos na categoria zero dos seus produtos.
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