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Cosméticos naturais ganham força e abrem espaço para marcas brasileiras, avalia CEO da Águas de Ipanema
Publicado 10/08/2026 • 22:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 10/08/2026 • 22:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A busca por cosméticos naturais, associada à valorização do bem-estar e da sustentabilidade, está abrindo novas oportunidades para marcas brasileiras de beleza, avalia Kátia Silva, CEO da Águas de Ipanema, que vê espaço para empresas nacionais explorarem a biodiversidade e a identidade do país também no mercado internacional.
Em entrevista nesta segunda-feira (10) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Silva afirmou que a mudança de comportamento ganhou força depois da pandemia, quando os consumidores passaram a prestar mais atenção à relação entre beleza, saúde, bem-estar e origem dos ingredientes.
Com quase 30 anos de experiência no setor de cosméticos, a executiva fundou a Águas de Ipanema depois de construir carreira em grandes empresas do segmento. Segundo ela, a ideia era desenvolver uma companhia que combinasse ingredientes naturais, desempenho dos produtos e elementos da cultura brasileira.
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“O cosmético natural vem crescendo nesse mercado exponencialmente. Depois de um cenário pós-pandêmico, as pessoas despertaram mais para essa questão do wellness”, afirmou.
Na avaliação da executiva, porém, a procura por produtos naturais não elimina a exigência por resultados. A tendência tem levado as empresas a tentar conciliar formulações com ingredientes de origem natural e desempenho comparável ao de produtos tradicionais.
“Eu trabalhei com as maiores marcas de cosméticos mundiais e não poderia entregar para o nosso mercado nacional e internacional nada abaixo disso”, disse.
Essa mudança também aparece nas demandas por produtos mais práticos e multifuncionais. Silva citou como exemplo um stick com proteção solar FPS 99, desenvolvido após pedidos de consumidores e apresentado pela empresa durante a Paris Fashion Week.
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Segundo ela, a proposta é romper com a percepção de que cosméticos naturais necessariamente oferecem menor performance ou capacidade de inovação.
A transformação do mercado também passa pela maior presença feminina em posições de comando. Silva afirmou que o cenário encontrado no início de sua carreira era bastante diferente do atual, mesmo em uma indústria cujo público consumidor era majoritariamente formado por mulheres.
“Eu trabalhei numa empresa onde muitos executivos, meus pares, eram homens, sendo que o público-alvo ainda era, em sua maior parte, feminino”, contou.
Para a executiva, o avanço observado nas últimas décadas é resultado também do trabalho de empreendedoras que abriram espaço e consolidaram a participação feminina na indústria de beleza.
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“Hoje realmente está muito melhor. A mulher tem mais abertura, é mais respeitada. Isso tudo é um trabalho que foi conquistado”, afirmou.
Depois de três anos de operação, a Águas de Ipanema começa a preparar sua internacionalização. Segundo Silva, Estados Unidos e Europa estão entre os primeiros mercados considerados para a expansão.
A companhia ainda não iniciou formalmente as exportações, mas a executiva afirmou que o site da marca já recebeu visitas provenientes de mais de 120 países, além de algumas vendas internacionais realizadas de forma orgânica.
“A gente ainda não começou com a exportação, mas, para você ter uma ideia, organicamente o site de Águas de Ipanema já foi visitado por mais de 120 países”, afirmou.
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A internacionalização também deverá explorar a associação da marca com o Rio de Janeiro e com a identidade brasileira. Para Silva, a brasilidade pode funcionar como elemento de diferenciação em um mercado internacional altamente competitivo.
A estratégia ambiental da companhia, segundo Silva, vai além das formulações dos cosméticos e alcança ingredientes, embalagens, fornecedores e logística das vendas online.
A executiva afirmou que os ingredientes utilizados vêm de fontes naturais renováveis e que a empresa busca adotar embalagens sustentáveis. Nas vendas pela internet, alguns materiais são produzidos com papel-semente, que pode ser plantado depois do uso.
A produção desses itens envolve ainda uma parceria com uma empresa do Rio de Janeiro que trabalha com catadores e reaproveitamento de resíduos, numa tentativa de combinar sustentabilidade com estímulo à economia local. “A gente tem como marca esse viés de fomentar a economia local também”, afirmou.
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Para Silva, a combinação entre sustentabilidade, inovação e identidade brasileira pode ajudar empresas nacionais a conquistar espaço fora do país sem abandonar características próprias.
“É isso que a gente quer entregar como marca: esse bem-estar, essa energia, esse acolhimento”, concluiu.
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