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CVM investiga Grupo Fictor, fundador e ex-sócio em processo por operação fraudulenta

Publicado 05/11/2026 • 11:55 | Atualizado há 39 minutos

KEY POINTS

  • CVM formaliza acusação contra empresas do Grupo Fictor, seu fundador e um ex-sócio por suspeita de operação fraudulenta.
  • Processo investiga oferta pública de valores mobiliários sem registro na autarquia.
  • Grupo Fictor, que declarou dívidas de R$ 4,3 bilhões, ficou conhecido pela tentativa frustrada de compra do Banco Master.
Fictor

Foto: Divulgação

Empresas do Grupo Fictor, o fundador e o ex-sóciopassaram a responder a um processo sancionador da CVM por suspeita de operação fraudulenta.

Empresas do Grupo Fictor, atualmente em recuperação judicial, o fundador Rafael Gois e o ex-sócio Luiz Phillipe Gomes Rubini passaram a responder a processo sancionador da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por suspeita de operação fraudulenta.

A CVM já formalizou a acusação e submeterá o caso a julgamento. Entre as irregularidades investigadas está a realização de oferta pública de valores mobiliários sem registro na autarquia. Segundo o Globo, a Fictor Invest Ltda., a Fictor Holding e os dois acusados devem receber a notificação oficial nos próximos dias.

Conforme apurado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o Grupo Fictor, que declarou dívidas de R$ 4,3 bilhões ao entrar em recuperação judicial, ganhou notoriedade após a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, na véspera da liquidação da instituição pelo Banco Central e da primeira prisão de Daniel Vorcaro, em novembro de 2025. Posteriormente, o grupo passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de fraudes bilionárias no âmbito da Operação Compliance Zero.

A Justiça de São Paulo autorizou o início do processo de recuperação em abril.

Leia também: Fictor adia votação de plano para pagar R$ 4,3 bilhões em dívidas e propõe usar créditos ligados ao Master

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Denúncias

Notícias divulgadas, na época em que o escândalo envolvendo o Banco Master veio à tona, apontaram que a Fictor Invest passou a ser alvo de diversas denúncias à CVM por possíveis irregularidades na oferta de sociedades em conta de participação (SCPs), estrutura utilizada para captar recursos de investidores.

As SCPs não são, por si só, consideradas valores mobiliários e, portanto, não estão sujeitas à fiscalização da CVM. Os técnicos da autarquia, no entanto, passaram a investigar se esses produtos teriam sido oferecidos ao público de maneira semelhante a contratos de investimento coletivo (CICs), modalidade que se enquadra como valor mobiliário.

Além disso, em agosto, de acordo com o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a administradora judicial da recuperação da Fictor defendeu o afastamento do fundador do grupo, Rafael Ribeiro Leite de Góis, e de outros cinco executivos do comando das empresas.

Leia mais: Compra do Master daria à Fictor ‘um banco na mão’ e abriria caminho para venda de CDBs, disse CEO em reunião

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