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Danone segue investindo no Brasil com avanço do mercado de alimentos proteicos, diz vice-presidente Mario Rezende

Publicado 04/09/2026 • 17:59 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Danone cresce no Brasil acima da média global do grupo e amplia investimentos para atender ao avanço da demanda por produtos ligados à saúde.
  • Companhia aposta no crescimento dos lácteos proteicos e investe em uma nova linha na fábrica de Poços de Caldas para ampliar a produção.
  • Brasil se aproxima dos dez maiores mercados da Danone no mundo, enquanto a empresa também amplia o uso de IA nas fábricas e na logística.

A Danone cresce no Brasil acima da média global do grupo e prepara uma nova expansão da produção para acompanhar o avanço do mercado de alimentos proteicos, afirmou Mario Rezende, vice-presidente de Sustentabilidade e Operações da companhia. A empresa aposta na ampliação do consumo para além do público ligado à prática esportiva como uma das principais oportunidades no país.

Em entrevista nesta sexta-feira (4) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Rezende destacou que a companhia completa 55 anos de atuação no Brasil em um momento de crescimento e novos investimentos. Atualmente, a Danone mantém duas fábricas em Poços de Caldas (MG), dedicadas a lácteos e bebidas e à área de nutrição especializada.

O momento é muito bom para a companhia. A gente está crescendo, cresce acima da média da companhia globalmente e seguimos investindo e acreditando no país”, afirmou.

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Proteína ganha consumidores além das academias

Uma das principais apostas para sustentar essa expansão está nos lácteos proteicos. A Danone entrou no segmento brasileiro em 2018, com a marca YoPRO, e agora investe em uma nova linha de produção em Poços de Caldas para ampliar a capacidade diante do aumento da procura.

De acordo com o vice-presidente, o perfil do consumidor mudou desde a chegada desses produtos ao mercado. O consumo inicialmente concentrado entre praticantes de atividades físicas passou a alcançar pessoas que buscam complementar a alimentação, consumidores de medicamentos para emagrecimento e quem incorporou produtos proteicos aos lanches cotidianos.

Hoje tem a turma que usa como complementação da dieta por uso de canetas emagrecedoras. Você tem as pessoas que inserem o lanche proteico na sua dieta como um snack e tem a turma do esporte que continua consumindo”, explicou.

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Para o executivo, essa diversificação indica que o movimento não deve se restringir a uma tendência passageira. “A gente tem um potencial enorme de continuar crescendo essa categoria no Brasil”, ressaltou.

Concorrência aumenta no mercado brasileiro

O crescimento do segmento também trouxe novos concorrentes. A Danone, que durante décadas teve sua marca fortemente associada ao próprio consumo de iogurte no país, hoje disputa espaço em um mercado com grandes empresas e maior variedade de produtos.

Mario Rezende afirmou que a companhia ocupa atualmente a segunda posição no mercado brasileiro e considera o aumento da competição um estímulo para acelerar mudanças. “Para nós é super bom ter esse ambiente de competição. Ele nos ajuda a nos mover, a melhorar cada vez mais”, disse.

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O executivo ressaltou ainda que a operação brasileira não se limita aos iogurtes. A empresa também atua em nutrição especializada, atendendo desde recém-nascidos até adultos e pacientes com necessidades nutricionais específicas.

IA ajuda a prever demanda e evitar falhas nas fábricas

A expansão ocorre em uma operação que exige precisão logística. Segundo Rezende, os produtos refrigerados trabalham, em média, com 45 dias de vida útil e estoques de apenas três a cinco dias, reduzindo a margem para falhas na produção e na distribuição.

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Você não tem espaço para errar”, frisou.

Para administrar essa cadeia, a Danone vem ampliando o uso de inteligência artificial, sensores e ferramentas de previsão. Nas fábricas, equipamentos conseguem detectar alterações no processo produtivo e sinalizar possíveis problemas antes que provoquem interrupções.

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Os engenheiros têm a capacidade ou a possibilidade de intervir antes e evitar uma quebra”, explicou Rezende.

A IA também passou a integrar o planejamento da cadeia de suprimentos, ajudando a projetar a demanda e organizar o abastecimento dos pontos de venda. Outros sensores são utilizados para reduzir perdas de matérias-primas durante a produção.

60% do leite já vem de fazendas do projeto Flora

Na área de sustentabilidade, Mario Rezende destacou o avanço da agricultura regenerativa entre os fornecedores brasileiros. Atualmente, 60% do leite utilizado pela Danone no país vem de propriedades participantes do projeto Flora.

Segundo o executivo, as fazendas participantes apresentam maior produtividade, tecnologia e rentabilidade do que a média nacional, enquanto o programa também busca melhorar as condições dos produtores e estimular a sucessão familiar nas propriedades.

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Desde o início do projeto, em 2020, a companhia calcula ter reduzido em 50% as emissões de CO₂ e em 40% as de metano relacionadas à iniciativa.

Você gera benefício para a cadeia toda”, afirmou. A estratégia ambiental da companhia inclui ainda medidas para reduzir emissões na logística e diminuir o uso de plástico.

Brasil se aproxima dos dez maiores mercados da Danone

A importância da operação brasileira também aumentou dentro da estrutura mundial da companhia. O Brasil foi o quarto país em que a Danone iniciou operações e, após 55 anos de presença local, aproxima-se agora do grupo dos dez principais mercados da empresa no mundo.

Hoje a gente está chegando nos top 10 da companhia. Então, é grande, sim”, destacou Rezende.

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Além de abastecer o mercado doméstico, a operação brasileira também participa das vendas regionais da multinacional. Segundo o executivo, a Danone produz no Brasil iogurtes que são exportados para o Uruguai.

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