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Pesquisa revela endividamento e ansiedade financeira em 95% dos trabalhadores no Brasil

Publicado 11/08/2026 • 08:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Pesquisa da Onze e Icatu mostra endividamento em 27% dos trabalhadores brasileiros.
  • Ansiedade financeira atinge 65% dos profissionais, segundo o levantamento.
  • Apenas 8% das empresas oferecem apoio financeiro aos trabalhadores endividados.
Imposto de Renda Desenrola endividamento

Foto: Freepik

Endividamento

O endividamento atinge parcela relevante da força de trabalho brasileira e aparece ligado a quadros de ansiedade e insônia, segundo a 5ª edição da pesquisa Raio-X da Saúde Financeira dos Brasileiros, realizada pela fintech Onze em parceria com a Icatu Seguros. O levantamento ouviu 8.391 pessoas em todo o país entre 26 de maio e 1º de junho e mostra que 95% dos trabalhadores possuem algum tipo de preocupação financeira.

Conforme o estudo, o dinheiro aparece como a principal fonte de preocupação para 42% dos entrevistados, à frente de saúde, família, violência, política e trabalho, posição que a questão financeira ocupa pelo quinto ano consecutivo na pesquisa.


Raio-X da Saúde Financeira

Atualmente, qual é a sua maior fonte de preocupação?

Dinheiro

42%

Saúde

22%

Família

15%

Violência

10%

Política

6%

Trabalho

5%

💡

Dinheiro (42%) é a aflição principal dos brasileiros, superando a soma de Saúde (22%) e Família (15%).

Fonte: Pesquisa de Saúde Financeira dos Brasileiros
N=100%


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Endividamento avança entre os trabalhadores

De acordo com os dados, 27% dos respondentes afirmam estar endividados ou com o nome sujo, enquanto outros 26% dizem que a renda não cobre os gastos mensais. O cartão de crédito aparece como o tipo de dívida mais comum, citado por 60% dos entrevistados, seguido por empréstimo pessoal, com 30%, e crédito consignado, com 26%.

Ainda segundo o levantamento, entre quem usou algum tipo de crédito, 45% recorreram ao recurso para cobrir gastos do mês com alimentação e contas, enquanto 23% usaram o crédito para lidar com emergências inesperadas.

O impacto no ambiente de trabalho também aparece nos números. Segundo a pesquisa, 45% dos profissionais acreditam que a preocupação financeira afeta a própria produtividade, e 79% afirmam perder mais de uma hora por semana de trabalho por causa do estresse financeiro. Além disso, 65% dos respondentes relatam ter desenvolvido ansiedade em razão do tema, e 53% dizem sofrer com insônia pelo mesmo motivo.

Reserva de emergência é exceção

O estudo mostra que 56% dos trabalhadores não possuem reserva de emergência, e outros 15% também não têm reserva e ainda estão endividados. Apenas 6% dos entrevistados afirmam contar com mais de seis meses de salário guardado para imprevistos.

Segundo a pesquisa, 63% dos respondentes não possuem qualquer tipo de proteção financeira para situações como morte ou invalidez, e 89% nunca buscaram consultoria ou orientação especializada para organizar as finanças ou sair das dívidas. O levantamento também aponta que 78% dos entrevistados têm ao menos um dependente total ou parcial da própria renda.

Poucas empresas oferecem apoio financeiro

Apesar da dimensão do problema, o levantamento revela que apenas 8% das empresas oferecem algum tipo de apoio, programa ou consultoria voltada à saúde financeira dos trabalhadores. Segundo os dados, 66% dos entrevistados afirmam que a própria empresa não oferece nenhum benefício financeiro além de salário ou bônus.

Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze, afirma que os números evidenciam mudança no cenário observado pelo setor de RH. Segundo o executivo, a saúde financeira passou a integrar o cuidado das empresas com os trabalhadores, já que a pressão de dívidas e falta de reserva pode afetar foco, bem-estar e produtividade no ambiente de trabalho.

De acordo com Rocha, o tema também representa custo para as organizações, que podem observar o efeito do estresse financeiro em indicadores como turnover, pedidos de afastamento e queda de produtividade. Para o executivo, benefícios financeiros funcionam como ferramenta de atração e retenção de talentos e também como forma de apoiar os trabalhadores em um dos pontos que mais afetam a rotina deles.

Segundo o levantamento, 70% dos entrevistados considerariam trocar de emprego ou permaneceriam mais tempo na mesma empresa caso houvesse algum benefício voltado ao bem-estar financeiro. Entre os temas que os trabalhadores gostariam de ver mais abordados pelas empresas estão a relação entre finanças e saúde mental, citada por 42% dos respondentes, e o orçamento e controle financeiro, citado por 38%.

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