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Energia

Corrida por energia limpa leva Índia a buscar US$ 220 bilhões em investimentos

Publicado 01/11/2026 • 09:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Índia precisa atrair US$ 220 bilhões em investimentos nos próximos três anos para acelerar a transição energética.
  • O país tem 308 GW de capacidade não fóssil e pretende chegar a 500 GW até 2030, com mais energia solar e eólica.
  • Entre 2024 e 2026, o setor recebeu US$ 64 bilhões em investimentos privados, mas 40 GW em projetos ainda não têm compradores.
Corrida por energia limpa leva Índia a buscar US$ 220 bilhões em investimentos

Foto: unsplash

Corrida por energia limpa leva Índia a buscar US$ 220 bilhões em investimentos

A Índia precisa atrair cerca de US$ 220 bilhões (cerca de R$ 1,17 trilhão) em investimentos em energia limpa nos próximos três anos. O objetivo é ampliar a geração renovável e alcançar 500 GW de capacidade não fóssil até 2030. A informação foi divulgada pela Reuters, com base em declarações de um alto funcionário do governo indiano.

Santosh Kumar Sarangi, alto funcionário do Ministério Federal de Energia Limpa, afirmou que os recursos devem financiar projetos de energia solar e eólica, armazenamento de eletricidade em baterias, hidrogênio verde e expansão da infraestrutura de transmissão. O país busca acelerar a transição energética e, ao mesmo tempo, preparar sua rede elétrica para receber uma parcela maior de fontes renováveis.

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Atualmente, a Índia conta com aproximadamente 308 GW de capacidade de geração elétrica não baseada em combustíveis fósseis. Para chegar aos 500 GW previstos até o fim da década, o país precisará ampliar a estrutura de geração e garantir condições para distribuir a energia produzida. A meta integra os esforços indianos para alcançar emissões líquidas zero até 2070.

Energia limpa exige expansão da infraestrutura

Além de construir novas usinas, a Índia precisa investir em redes de transmissão e sistemas de armazenamento. Essas estruturas ajudam a integrar a geração renovável ao sistema elétrico e a administrar as variações na produção de fontes como a solar e a eólica.

Além disso, o governo federal também trabalha com as administrações estaduais para incentivar a adoção de energia limpa e ampliar a capacidade de armazenamento em baterias.

Apesar do avanço dos investimentos e da contratação de projetos, parte da capacidade planejada ainda enfrenta dificuldades para encontrar compradores. Segundo Sarangi, cerca de 40 GW em projetos de energia limpa continuam sem clientes, em meio ao aumento das licitações realizadas nos últimos anos.

Dessa forma, esse cenário mostra que a expansão da oferta precisa caminhar junto com a demanda pela eletricidade gerada. Sem compradores, projetos contratados ou planejados podem enfrentar obstáculos para avançar.

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Índia já atraiu bilhões para o setor

Entre 2024 e 2026, o setor de energia limpa da Índia recebeu aproximadamente US$ 64 bilhões (R$ 341,8 bilhões) em investimentos privados. Desse total, US$ 6,2 bilhões (R$ 33,1 bilhões) vieram de investidores estrangeiros, enquanto o governo indiano destinou outros US$ 6 bilhões (R$ 32 bilhões) ao segmento, de acordo com o funcionário.

Mesmo com esses aportes, a necessidade estimada de US$ 220 bilhões nos próximos três anos exige a mobilização de novos recursos para diferentes áreas da transição energética. Além disso, o país também desenvolveu um mercado para cerca de 550 mil toneladas de amônia verde, com demanda de compradores estrangeiros, incluindo Japão e Coreia do Sul, segundo Sarangi.

A amônia verde pode ser produzida com hidrogênio obtido a partir de fontes renováveis e integra as alternativas em desenvolvimento para reduzir as emissões em setores industriais e ampliar o uso de combustíveis de menor impacto climático.

Cúpula deve aproximar Índia de investidores

Na próxima semana, o governo indiano se reunirá com investidores durante uma cúpula de energia limpa em Nova Délhi. Além disso, o encontro deve discutir oportunidades de aporte no setor com participantes de diferentes países, incluindo fundos de pensão do Canadá.

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A iniciativa ocorre enquanto a Índia busca recursos para ampliar sua capacidade de geração, fortalecer a rede elétrica e desenvolver tecnologias ligadas à transição energética.

A atração de capital será importante para viabilizar a meta de 500 GW de capacidade não fóssil até 2030. Ao mesmo tempo, a Índia terá de avançar na infraestrutura e na contratação da energia produzida para transformar os investimentos em capacidade efetivamente utilizada.

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