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AIEA pede investimentos contínuos para expansão global da energia nuclear
Publicado 17/09/2026 • 13:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/09/2026 • 13:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
AIEA pede investimentos contínuos para expansão global da energia nuclear
A expansão da energia nuclear deve aumentar a necessidade mundial de urânio nas próximas décadas. Um novo relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e da Agência de Energia Nuclear da OCDE aponta que o setor precisa manter investimentos para acompanhar esse movimento.
O estudo “Urânio 2026: Recursos, Produção e Procura” reúne dados de 46 países e destaca a necessidade de ampliar a produção, desenvolver novas minas e garantir condições para atender ao consumo futuro.
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De acordo com a ONU, no início de 2025, 418 reatores nucleares comerciais operavam no mundo. Com países buscando ampliar a oferta de eletricidade e reforçar a segurança energética, a AIEA projeta uma expansão significativa da geração nuclear até 2050.
Nesse cenário, a demanda anual por urânio pode passar de 64,5 mil toneladas em 2025 para uma estimativa entre 84,8 mil e 143,9 mil toneladas em 2050.
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Siga o Times | CNBCAinda de acordo com a projeção, a produção mundial de urânio cresceu cerca de 20% em 2023 e 2024, principalmente com a retomada de operações que estavam paradas e o aumento da produção em minas.
Além disso, o Canadá aparece entre os principais responsáveis por esse avanço. Os gastos globais com exploração e desenvolvimento de minas superaram US$ 1,78 bilhão entre 2023 e 2024 (R$ 10,5 bilhões), alta de aproximadamente 46% em relação ao período anterior.
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Atualmente, o mundo possui mais de 8,1 milhões de toneladas de recursos voltados ao urânio. O volume poderia atender até mesmo ao cenário de maior demanda projetado para 2050.
Ainda assim, a AIEA destaca que ter recursos disponíveis não garante o abastecimento de energia nuclear dos mercados. Para evitar problemas futuros, o relatório defende investimentos contínuos, licenciamento mais rápido de novas minas e preços sustentados por contratos de longo prazo.
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