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Energia eólica offshore pode destravar investimentos de até R$ 1 trilhão, mas setor aguarda regulamentação
Publicado 01/07/2026 • 13:23 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/07/2026 • 13:23 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Brasil reúne condições para se tornar um dos principais mercados globais de energia eólica offshore, mas o avanço da indústria ainda depende da regulamentação operacional do setor e da realização dos primeiros leilões de áreas marítimas. A avaliação é de Marco Wobeto, general manager Brasil e Américas da Mingyang, que destacou o potencial competitivo do país para atrair investimentos em energia limpa.
“O Brasil vive uma combinação rara de fatores. Temos um potencial gigantesco de geração e um recurso eólico no Nordeste que está entre os mais competitivos do mundo”, afirmou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quarta-feira (1).
Segundo o executivo, além da qualidade dos ventos, a geração offshore complementa a produção das hidrelétricas ao alcançar maior desempenho justamente nos períodos de estiagem.
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Para Wobeto, a aprovação da legislação em 2025 representou um avanço importante, mas ainda não é suficiente para dar segurança aos investidores. “O que falta agora é sair do ponto de vista legal e entrar no operacional”, disse.
Ele explica que a regulamentação precisa definir regras de funcionamento do mercado, como leilões e garantias, além de estabelecer o leilão de cessão de áreas marítimas, etapa considerada fundamental para o início dos estudos de viabilidade dos projetos. “O mercado está ansioso pela publicação do leilão de cessão de áreas. É isso que permitirá aos investidores iniciarem efetivamente os estudos.”
O executivo avalia que o desenvolvimento da eólica offshore poderá estimular uma nova fase de industrialização no país, beneficiando diversos segmentos da economia.
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Entre eles estão a modernização da infraestrutura portuária, a retomada da indústria naval, a instalação de fabricantes de equipamentos e a formação de profissionais especializados em parceria com universidades.
“A Mingyang está disposta a instalar uma fábrica no Brasil. Isso inclui nacionalização da produção de aerogeradores, pás e torres”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCSegundo Wobeto, a cadeia produtiva deverá gerar demanda por novas tecnologias e ampliar a capacidade industrial brasileira.
O executivo afirmou que o interesse de investidores estrangeiros já é concreto e reúne mais de 30 grandes empresas participantes da Coalizão Eólica Marinha. “O interesse já está materializado. O que falta são as condições para autorizar o início dos estudos de área, que normalmente levam entre três e cinco anos”, explicou.
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Após essa etapa, a construção e entrada em operação dos parques deve exigir mais cinco a dez anos, fazendo com que a energia produzida passe a integrar o sistema elétrico brasileiro aproximadamente dentro de uma década.
Além da ampliação da oferta de energia renovável, Wobeto destacou que a tecnologia pode reduzir custos para consumidores e fortalecer a competitividade da indústria nacional.
“O objetivo sempre é buscar energia mais barata para o consumidor final. A eólica offshore também é fundamental para a descarbonização da indústria e reduz a necessidade de acionar usinas térmicas nos períodos de seca”, afirmou.
Segundo ele, a expansão dessa fonte energética também poderá apoiar o crescimento de setores como data centers e produção de hidrogênio verde.
Ao comparar o Brasil com outros mercados, Wobeto citou China, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos como referências no desenvolvimento da eólica offshore e alertou para a necessidade de acelerar a regulamentação. “O assunto não é novo. O Brasil precisa andar um pouquinho mais para não ficar para trás”, concluiu.
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