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Por que a Índia busca uma nova estratégia para comprar gás no mercado internacional?
Publicado 07/11/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 07/11/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Unsplash
A Índia está tentando diversificar suas fontes de gás natural liquefeito (GNL) após interrupções no fornecimento do Oriente Médio provocadas pela guerra envolvendo o Irã.
A estratégia inclui negociar com o Catar a possibilidade de receber parte do gás contratado de instalações nos Estados Unidos, reduzindo a dependência de uma única região fornecedora.
A iniciativa envolve a Petronet LNG, maior importadora de gás do país, e faz parte de uma revisão das condições de um contrato de longo prazo com o Catar. Segundo a Reuters, as conversas preveem a possibilidade de incluir volumes de GNL de outras origens a partir de 2028.
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O Catar é o maior fornecedor de GNL da Índia. Atualmente, o país tem um contrato para entregar 7,5 milhões de toneladas do combustível por ano à Petronet. O acordo, que venceria em abril de 2028, foi renovado por mais 20 anos, até 2048.
Entretanto, a guerra envolvendo o Irã provocou interrupções nas operações de exportação do Catar. Em março, a QatarEnergy declarou força maior após o bloqueio do Estreito de Ormuz e ataques às instalações de Ras Laffan.
A medida suspendeu temporariamente a obrigação de cumprir determinados fornecimentos. Diante desse cenário, a Índia passou a buscar alternativas em países como Estados Unidos, Omã, Nigéria, Angola e Austrália.
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Siga o Times | CNBCA Petronet negocia com o Catar a possibilidade de receber parte do volume previsto no contrato renovado a partir de 2028 com origem em instalações americanas.
O Catar demonstrou disposição para avaliar o pedido. A possibilidade existe porque a QatarEnergy também está ampliando seus próprios contratos de compra de GNL nos Estados Unidos.
A companhia firmou um acordo de 20 anos para adquirir 3 milhões de toneladas anuais de uma unidade da Woodside, com entregas previstas a partir de 2030. Também fechou contratos com a Cheniere Energy para comprar até 4 milhões de toneladas por ano de instalações nos Estados Unidos.
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A diversificação é importante porque a Índia depende de importações para atender parte de sua demanda por gás natural. Interrupções em rotas estratégicas ou na produção de grandes fornecedores podem afetar a disponibilidade do combustível e elevar os custos de aquisição.
Ao negociar diferentes origens para o GNL, o país busca reduzir a exposição a crises regionais e ampliar a flexibilidade de sua cadeia de abastecimento.
A estratégia não significa abandonar o contrato com o Catar, mas adaptar a operação para incluir fornecedores de outras regiões. Assim, a Índia tenta preservar o fornecimento de longo prazo e diminuir os riscos associados à concentração das importações em uma única origem.
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