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Empresas & Negócios

Quem é Guilherme Paulus, fundador e sócio da CVC

Publicado 12/08/2026 • 13:05 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • Guilherme Paulus voltou ao centro das atenções após a crise envolvendo a Apex Partners.
  • O empresário criou a CVC nos anos 1970 e construiu uma trajetória de mais de cinco décadas no setor de turismo.
  • Hoje, Paulus continua ligado à companhia por meio da participação acionária da família.

Foto: LinkedIn

Quem é Guilherme Paulus, fundador e sócio da CVC

Guilherme Paulus voltou ao centro das atenções após a crise envolvendo a Apex Partners e a operação de compra de ações da CVC. O empresário criou a CVC nos anos 1970 e construiu uma trajetória de mais de cinco décadas no setor de turismo.

Hoje, Paulus continua ligado à companhia por meio da participação acionária da família e também atua em outros negócios. A relação entre a CVC, a Apex Partners e o empresário ganhou destaque após a operação que colocou a gestora capixaba entre os principais acionistas da empresa.

Leia também: Master Capixaba: falha de governança expõe brecha usada por Apex Partners e GJP para mudar estatuto e evitar OPA na CVC

Quem é Guilherme Paulus

Guilherme de Jesus Paulus, natural de São Paulo, é empresário e um dos fundadores da CVC, empresa que se tornou uma das principais companhias de turismo da América Latina, atuando a 52 anos no setor de turismo.

Em 1972 o empresário fundou a CVC, em Santo André, no ABC Paulista. Na época, iniciou o negócio em sociedade com Carlos Vicente Cerchiari, de acordo com a Academia Brasileira de Marketing.

Além da CVC, Guilherme Paulus construiu negócios no setor de hotelaria. De acordo com informações próprias no LinkedIn, ele fundou a GJP Hotels & Resorts e hoje ocupa a posição de chairman do Grupo GJP, que também reúne a GJP Construtora e Incorporadora.

A atuação do empresário se estende ainda a entidades ligadas ao turismo. Paulus já integrou o Conselho Nacional do Turismo e ocupa a presidência do Conselho de Administração do São Paulo Convention & Visitors Bureau. Ele também atua como vice-presidente de Relações Internacionais da ABAV Nacional.

Em 2005, fundou a GJP Hotels & Resorts, uma das principais redes hoteleiras do país. No ano seguinte, adquiriu a Webjet, companhia aérea que chegou a ocupar a terceira posição no mercado brasileiro, segundo a Academia Brasileira de Eventos e Turismo.

Em 2011, vendeu a empresa para a Gol Linhas Aéreas. Além dos negócios, Paulus ocupou posições em entidades do setor, como o Conselho Nacional de Turismo, a ABAV Nacional e o São Paulo Convention & Visitors Bureau. Também integrou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) do Governo Federal entre 2012 e 2016.

Ao longo da carreira, recebeu diversos reconhecimentos, incluindo o Executivo de Valor, o Prêmio LIDE de Empreendedor do Ano e o título de Personalidade do Ano. Em 2012, foi homenageado pelo Governo da França por sua contribuição para o desenvolvimento e a promoção do turismo.

Por meio do fundo GJP, ele detém atualmente cerca de 20,3% da CVC, sendo o maior acionista individual da empresa. Em abril de 2026, a GJP firmou um acordo de acionistas com a Apex Partners, elevando a participação conjunta dos dois grupos para 35,3% da companhia.

O empresário também já figurou entre os bilionários brasileiros. No ranking publicado em 2021, Paulus aparecia com patrimônio estimado em R$ 2,5 bilhões, com a CVC indicada como origem de sua fortuna. A lista considerou os patrimônios com base no fechamento do primeiro semestre daquele ano.

Hoje, aos 77 anos, Paulus segue ligado à CVC e aos negócios do grupo GJP. Seu filho, Gustavo Paulus, também teve participação na trajetória da companhia, onde chegou a liderar a operação.

Atualmente, Gustavo Paulus ocupa o cargo de vice-presidente do Conselho de Administração da CVC Corp, com mandato previsto até agosto de 2027. Também é sócio fundador da Mar Capital e CEO da Mar Holding Participações S.A.

Criação da CVC

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Segundo a linha do tempo da empresa, após 37 anos depois da ciação, em 2009, a companhia passou para o controle de um dos maiores fundos de private equity do mundo. Quatro anos depois, em 2013, estreou na Bolsa de Valores e iniciou uma nova fase de expansão.

A partir de 2015, ampliou sua atuação por meio de aquisições em segmentos complementares ao lazer e, em 2016, deixou de ter um controlador único. Em 2017, consolidou a marca CVC Corp e passou a atuar também nos mercados corporativo e de educação. Nos anos seguintes, avançou para outros mercados, incluindo a Argentina, e ampliou sua presença em viagens corporativas.

A pandemia de Covid-19, em 2020, impôs um dos maiores desafios da história do grupo, mas a companhia manteve suas operações e assistência aos passageiros. A partir de 2022, acelerou a digitalização com o sistema de vendas Atlas e, em 2023, iniciou uma nova etapa com a volta da família Paulus como acionista de referência.

Em 2024 e 2025, a empresa reforçou a estratégia de digitalização, expansão no B2C, novos produtos, meios de pagamento e eficiência operacional, além de lançar o CVC Ads e iniciar um processo de internacionalização. Em 2026, a companhia entrou em um novo ciclo estratégico, baseado em cinco pilares: foco no cliente, omnicanalidade, rentabilidade, desenvolvimento de pessoas e desalavancagem financeira.

A empresa cresceu ao longo das décadas e se tornou uma das principais companhias de turismo do Brasil. Paulus deixou a gestão direta da CVC após a entrada de novos investidores, mas manteve ligação com a empresa por meio da participação da família.

Relação atual com a CVC

A ligação de Paulus com a CVC continua por meio da participação acionária da família. Em janeiro de 2026, o GJP Fundo de Investimento em Ações elevou sua fatia para 20,03% da companhia.

Em abril deste ano, o GJP firmou um acordo de acionistas com fundos ligados à Apex Partners. Com a união das participações, o bloco passou a reunir 35,3% do capital da CVC. A companhia, porém, mantém o modelo de corporation e não possui um controlador formal.

Leia também: Quem é a sócia da CVC envolvida em operação que pode ter rombo de até R$ 1 bilhão

Guilherme Paulus e Apex

A relação ganhou destaque após a crise financeira da Apex Partners, que envolve uma operação para aquisição de uma participação relevante na CVC. A Apex Partners acumulou mais de 15% das ações da companhia por meio de fundos ligados ao grupo. A operação também envolveu o GJP, veículo ligado à família Paulus.

O caso ganhou o apelido de “Master Capixaba” após a Apex Partners identificar inconsistências financeiras e afastar Fernando Antonio Kulnig Cinelli da presidência. A gestora também anunciou medidas judiciais contra o executivo e iniciou uma auditoria externa para dimensionar os impactos.

A defesa de Fernando Antonio Kulnig Cinelli informou que o empresário está acompanhando o caso e reforçou seu compromisso com a preservação da companhia.

“O empresário Fernando Antonio Kulnig Cinelli, fundador da Apex Partners, está dedicado e comprometido a contribuir da melhor forma para a preservação da companhia, seus investidores e acionistas. Com o gesto, ele demonstra sua disposição em esclarecer todas as questões levantadas com total transparência e idoneidade.”

A CVC, por sua vez, afirmou que sua relação com o caso se limita à participação acionária da Apex Partners e à renúncia de Cinelli ao conselho de administração.

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