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ESG

Vale amplia relatório de sustentabilidade e passa a incluir riscos de barragens e direitos humanos

Publicado 15/06/2026 • 12:40 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A Vale ampliou a segunda edição de seu relatório baseado nos padrões do ISSB, incorporando uma análise mais ampla de riscos ESG.
  • O documento passou a incluir temas como barragens, licenciamento ambiental, relação com comunidades, direitos humanos e segurança.
  • A Vale afirma ter sido a primeira mineradora do mundo e a primeira empresa brasileira a adotar esse padrão internacional nesse tipo de publicação.
Vale.

REUTERS/Washington Alves/Foto de arquivo

Vale

A mineradora Vale divulgou nesta segunda-feira (15) a segunda edição de seu relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, elaborado com base nos padrões do International Sustainability Standards Board (ISSB), referência internacional para a divulgação de riscos e oportunidades ligados a temas ambientais, sociais e de governança (ESG).

Na nova versão, a mineradora aumentou a análise de riscos e passou a incluir temas como barragens, licenciamento ambiental, relacionamento com comunidades, direitos humanos e saúde e segurança, assuntos que ficaram de fora da primeira edição, publicada no ano passado com foco apenas no clima.

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A Vale afirma ter sido a primeira mineradora do mundo e a primeira empresa brasileira a adotar esse padrão internacional nesse tipo de publicação.

A inclusão de barragens como fator de risco ocorre em um contexto ainda marcado por dois dos maiores desastres ambientais da história do Brasil. O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, e o colapso da barragem B1 em Brumadinho (MG), em 2019, ambos envolvendo operações ligadas à Vale, que deixaram centenas de mortos e causaram danos ambientais.

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Outro destaque do relatório é o que a empresa chama de mineração circular. Na prática, o reaproveitamento de resíduos gerados na própria operação para produzir novos materiais, reduzir desperdícios e gerar receita.

Em vez de descartar o que sobra do processamento do minério, a Vale transforma parte desse material em produtos como areia e insumos para a construção civil.

Em 2025, essa abordagem respondeu por 26 milhões de toneladas de minério de ferro produzido, o dobro do registrado no ano anterior. O volume representa 8% do total produzido pela companhia, e a meta é chegar a 10% até 2030.

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O documento também aponta oportunidades ligadas à chamada transição energética. A Vale enxerga crescimento na demanda por minério de ferro com menor emissão de carbono, usado por siderúrgicas que precisam reduzir sua pegada ambiental, e por metais como cobre e níquel, essenciais para a fabricação de painéis solares, turbinas eólicas e veículos elétricos.

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