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Minério e Siderurgia

Vale projeta US$ 1,5 bilhão a mais no caixa do minério de ferro com impacto da guerra no Irã

Publicado 12/05/2026 • 11:16 | Atualizado há 2 dias

KEY POINTS

  • Vale projeta US$ 1,5 bilhão a mais no fluxo de caixa livre do minério de ferro em 2026 após conflito no Oriente Médio.
  • Guerra no Oriente Médio elevou preço do minério de US$ 102 para US$ 112 por tonelada nas projeções da Vale.
  • Vale divulga sensibilidades do segmento de Níquel com EBITDA entre US$ 1,15 bilhão e US$ 2 bilhões em 2026.
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A Vale atualizou suas projeções nesta terça-feira (12) e estima um incremento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão no fluxo de caixa livre do segmento de Soluções de Minério de Ferro em 2026, em comparação ao cenário anterior ao conflito no Oriente Médio.

A companhia calculou o impacto comparando dois cenários: o pré-conflito, com base nos preços médios de janeiro e fevereiro de 2026, e o pós-conflito, com os preços realizados entre janeiro e abril e as cotações atuais aplicadas ao restante do ano.

No cenário pré-conflito, o minério de ferro estava projetado a US$ 102 por tonelada, o Brent a US$ 67 por barril, o bunker a US$ 490 por tonelada e o câmbio BRL/USD em 5,27. Com a guerra, as premissas mudaram: minério a US$ 112 por tonelada, Brent a US$ 104 por barril, bunker a US$ 675 por tonelada e câmbio em 4,90.

O incremento de US$ 1,5 bilhão no fluxo de caixa livre é composto por três fatores. O aumento no EBITDA do segmento responde pela maior parte, com cerca de US$ 1,2 bilhão. Os programas de hedge cambial e de combustível contribuem com aproximadamente US$ 425 milhões. O aumento nos investimentos de manutenção reduz o resultado final em cerca de US$ 100 milhões.

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Níquel com sensibilidade ampla a preços

A Vale também divulgou novas sensibilidades para o segmento de Níquel da Vale Base Metals (VBM). Os resultados variam de forma expressiva conforme o patamar de preços do metal.

Para 2026, o EBITDA do segmento pode oscilar entre aproximadamente US$ 1,15 bilhão, com o níquel a US$ 16 mil por tonelada, e US$ 2 bilhões, caso o metal atinja US$ 20 mil por tonelada. Já o fluxo de caixa livre do segmento vai de praticamente zero, cerca de US$ 5 milhões, no cenário de preços mais baixos, a aproximadamente US$ 700 milhões no cenário mais favorável.

Para 2027, as projeções melhoram em todos os cenários. O EBITDA pode variar entre US$ 1,6 bilhão e US$ 2,45 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre ficaria entre US$ 300 milhões e US$ 1 bilhão, a depender do comportamento dos preços do níquel.

As demais estimativas da companhia permanecem inalteradas. A Vale reforçou que as projeções são baseadas em premissas e dados hipotéticos, sem representar garantia de desempenho, e estão sujeitas a riscos e incertezas fora do controle da companhia.

🔍 Bunker é o combustível utilizado por navios cargueiros e embarcações de grande porte. Seu preço acompanha de perto a variação do petróleo e impacta diretamente os custos logísticos de empresas exportadoras como a Vale, que depende do transporte marítimo para escoar sua produção de minério de ferro e outros metais.

O fato relevante foi assinado por Marcelo Feriozzi Bacci, vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da companhia, e divulgado no âmbito da Bank of America Metals, Mining and Steel Conference, nos Estados Unidos.

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