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Estée Lauder e Puig encerram negociações de fusão após dois meses

Publicado 04/06/2026 • 19:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A fusão Estée Lauder-Puig foi encerrada após dois meses de negociações.
  • A união poderia ultrapassar US$ 20 bilhões em receitas combinadas e US$ 40 bilhões em valor de mercado.
  • Divergências sobre governança e avaliação impediram o acordo.

As negociações para uma possível fusão entre a The Estée Lauder Companies e o grupo espanhol Puig foram oficialmente encerradas após cerca de dois meses, confirmando que ambas seguirão operando de forma independente.

Luiza Souza, colunista do Beleza S/A, ressaltou que a transação envolvia cifras bilionárias e uniria portfólios de peso, já que a companhia norte-americana fatura anualmente cerca de US$ 15 bilhões (R$ 76,2 bilhões).

“A gente não estava falando de uma negociação qualquer. Caso avançasse, teria criado um dos maiores conglomerados globais de beleza premium, reunindo marcas extremamente relevantes nessa indústria”, disse ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

A colunista destacou que a possível união fazia sentido do ponto de vista comercial para analistas, em razão da sinergia entre os segmentos das duas empresas, que, juntas, movimentariam receitas estimadas em mais de US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões).

Segundo ela, a Estée Lauder é historicamente forte nas categorias de skincare e maquiagem, enquanto a espanhola Puig consolidou sua liderança no segmento de perfumes. Além disso, as companhias apresentam presença geográfica complementar.

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Apesar disso, entraves operacionais e financeiros acabaram inviabilizando o avanço do negócio, cuja combinação de valor de mercado poderia superar US$ 40 bilhões (R$ 203,2 bilhões).

De acordo com a imprensa especializada, as empresas não chegaram a um consenso sobre pontos centrais como governança, liderança e avaliação financeira da transação. Também teriam influenciado o desfecho questões relacionadas às estruturas contratuais de algumas marcas do portfólio da Puig.

Para além dos números, Souza avaliou que o encerramento das conversas reflete uma nova dinâmica cultural que impacta diretamente as grandes fusões da indústria do luxo. “Esse caso chama atenção porque mostra uma mudança importante na indústria da beleza. Durante décadas, os grandes grupos cresceram comprando marcas, mas hoje muitas dessas empresas, as mais desejadas do setor, possuem fundadores ainda muito presentes”.

“A fusão não aconteceu, mas a história continua sendo relevante porque revela um movimento maior. Os grupos de beleza seguem buscando escala e crescimento, mas cada vez mais precisam equilibrar esse tamanho, a rentabilidade e a preservação, principalmente da identidade das marcas”, concluiu.

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