Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EUA podem virar sócios da Serra Verde, única mineradora de terras raras no Brasil, após aporte de R$ 2,9 bi
Publicado 05/02/2026 • 12:42 | Atualizado há 3 meses
CEO da Allegiant defende modelo de baixo custo após conclusão da compra da Sun Country
Jamie Dimon alerta que JP Morgan pode repensar nova sede em Londres caso Starmer deixe cargo de premiê do Reino Unido
Juros dos Treasuries recuam após inflação acima do esperado nos EUA
SoftBank registra ganho de US$ 46 bilhões com aposta bilionária na OpenAI
Google acelera integração do Gemini ao Android antes de nova ofensiva de IA da Apple
Publicado 05/02/2026 • 12:42 | Atualizado há 3 meses
A mineradora Serra Verde formalizou a contratação de um empréstimo de US$ 565 milhões (R$ 2,9 bilhões) junto à Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC), valor 22% acima do montante aprovado pelo conselho da agência no ano passado. O capital será investido no aprimoramento das operações da unidade Pela Ema, localizada em Goiás. A definição dos termos finais, conforme comunicado pela empresa, viabiliza formalmente o envolvimento estratégico dos Estados Unidos na companhia de capital fechado.
Como parte do acordo de financiamento, a companhia de capital fechado ofereceu ao governo dos EUA a opção de adquirir uma participação acionária minoritária. Em entrevista à Bloomberg, o diretor de operações Ricardo Grossi detalhou que essa participação não prevê interferência na gestão da mineradora e que o acerto foi concluído após 18 meses de tratativas. Atualmente, a Serra Verde conta com investimentos da Denham Capital, do Energy and Minerals Group e da britânica Vision Blue Resources Ltd.
O anúncio do financiamento ocorre em um momento em que a administração Trump articula a criação de uma reserva estratégica de minerais críticos, visando proteger a indústria americana de choques de oferta e reduzir a dependência de elementos de terras raras provenientes da China. Denominada “Project Vault”, a iniciativa planeja unir US$ 1,67 bilhão (R$ 838 bilhões) em capital privado a um empréstimo de US$ 10 bilhões (R$ 52,4 bilhões) do Banco de Exportação e Importação dos EUA (EXIM Bank). O objetivo do projeto é adquirir e estocar minerais essenciais para fabricantes de automóveis, empresas de tecnologia e outros setores da base produtiva.
Leia também: Ações de terras raras disparam após Trump lançar estoque estratégico de US$ 12 bilhões
“Faz todo sentido” para a Serra Verde ser parte do Projeto Vault, disse Grossi, embora essa possibilidade ainda esteja em discussão. “Vemos a iniciativa com bons olhos, já que pode ser uma forma de antecipar receita para projetos iniciantes e trazer um ganho de tempo até a maturidade das plantas de separação fora da Ásia.”
Embora tenha evitado confirmar se o financiamento da DFC está condicionado a futuros contratos de compra antecipada (offtake), Grossi revelou que a Serra Verde está renegociando acordos de fornecimento firmados anteriormente com clientes chineses. A expectativa é que essas tratativas sejam concluídas até o final do ano, abrindo caminho para que a mineradora estabeleça novos contratos com empresas ocidentais.
Detentor das maiores reservas de terras raras do mundo fora da China, o Brasil tem na Serra Verde sua única produtora desses metais em operação no país. A jazida de Pela Ema concentra tanto elementos leves quanto pesados — especificamente neodímio, praseodímio, térbio e disprósio —, insumos vitais para a fabricação de ímãs utilizados em diversos setores de alta tecnologia.
Leia também: Por que o governo Trump decidiu comprar ações de uma mineradora norte-americana de terras raras
Com a produção comercial iniciada em 2024, a mineradora planeja elevar sua capacidade anual para 6.500 toneladas métricas de óxidos de terras raras até o final de 2027. Além disso, a companhia avalia duplicar seu volume de produção ao longo dos próximos quatro anos.
A gestão Trump tem acelerado o suporte a empresas da cadeia de suprimentos de terras raras como estratégia para contrapor a hegemonia chinesa no setor. Essa política inclui a concessão de empréstimos e a aquisição de participações acionárias em companhias como a MP Materials e a Vulcan Elements. No Brasil, desenvolvedoras como a Meteoric Resources e a Aclara Resources também garantiram apoio financeiro do governo norte-americano, embora em montantes consideravelmente inferiores ao aporte destinado à Serra Verde.
(*com informações da Bloomberg)
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
BC multa Banco Topázio em R$ 16,2 milhões, veta operações com cripto e põe outras instituições no radar
2
Linha do tempo: como os sócios da Naskar abandonaram a sede e sumiram com o dinheiro de investidores
3
Rombo contábil de R$ 5 bilhões na Aegea afeta Itaúsa e adia planos de IPO
4
Como gigantes do e-commerce pressionaram o Elo7? Entenda o que aconteceu
5
Ex-jogador de vôlei e ex-ESPN está entre sócios da Naskar, fintech que sumiu com quase R$ 1 bilhão de clientes