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Bemobi aposta em inteligência artificial para automatizar pagamentos e impulsiona receita no trimestre
Publicado 13/05/2026 • 16:20 | Atualizado há 56 minutos
Publicado 13/05/2026 • 16:20 | Atualizado há 56 minutos
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A Bemobi acelerou sua transformação nos últimos anos e agora aposta na integração entre inteligência artificial, pagamentos digitais e automação financeira como principal vetor de crescimento. Segundo o CEO da companhia, Pedro Ripper, a empresa está redesenhando parte da operação para atender um cenário em que agentes de IA poderão realizar pagamentos e administrar tarefas financeiras no lugar dos usuários.
Em entrevista nesta quarta-feira (13) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo afirmou que o primeiro trimestre de 2026 marcou uma nova etapa da estratégia iniciada após o IPO da empresa, realizado há cinco anos. “A gente vem fazendo uma mudança para ficar 100% focado em soluções especializadas de pagamento para algumas indústrias”, afirmou. Segundo ele, a entrada de grandes clientes brasileiros e estrangeiros ajudou a impulsionar os resultados divulgados pela companhia.
Ripper destacou que o mercado passou a reagir de forma mais positiva à companhia após uma sequência de resultados consistentes. “Você vai construindo um tijolo de cada vez e mostrando que aquilo que foi prometido acontece trimestre após trimestre”, ressaltou.
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O CEO também afirmou que a simplificação do modelo de negócios contribuiu para melhorar a percepção dos investidores sobre a empresa. “A Bemobi fazia mais coisas e isso deixava a empresa mais complexa de ser compreendida”, explicou.
Segundo Pedro Ripper, a companhia deixou de atuar prioritariamente como plataforma de assinaturas digitais para operadoras e passou a concentrar esforços em soluções de pagamento e software para setores considerados pouco digitalizados. Atualmente, quase 70% da receita já vem dessas áreas.
“A tese original era ajudar pessoas sem acesso a cartão de crédito a comprar assinaturas digitais. Com a pandemia e a digitalização, vimos uma oportunidade de modernizar indústrias essenciais”, afirmou.
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De acordo com o executivo, setores como utilities, escolas, telecomunicações e serviços essenciais passaram a demandar soluções mais modernas de cobrança e relacionamento financeiro com consumidores. “A gente apostou em um Brasil mais digitalizado e em setores que historicamente tinham se transformado menos”, destacou.
A principal aposta atual da Bemobi envolve a utilização de agentes de inteligência artificial para automatizar pagamentos e tarefas financeiras cotidianas dos usuários. Para Pedro Ripper, esse movimento representa uma das maiores transformações recentes do setor.
“Ninguém se diverte pagando contas. Esse é um mal necessário da nossa vida”, afirmou ao explicar o potencial da automação financeira baseada em IA. Segundo ele, usuários poderão delegar tarefas aos chamados agentes inteligentes, que administrarão pagamentos conforme regras previamente definidas.
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O executivo descreveu um cenário em que sistemas automatizados poderão escolher meios de pagamento, priorizar contas e alertar usuários sobre gastos fora do padrão. “Você vai delegar para o agente tarefas como priorizar pagamentos via PIX ou cartão e avisar quando houver um consumo incomum”, explicou.
Segundo Ripper, a Bemobi está adaptando sua infraestrutura para atender não apenas consumidores humanos, mas também sistemas automatizados de inteligência artificial. “Hoje a gente está reconstruindo boa parte do que faz para pensar não só nas pessoas, mas também nos agentes que vão trabalhar em nome delas”, afirmou.
Após a aquisição da PayTime no fim de 2025, a companhia segue avaliando novas oportunidades de expansão, tanto em setores específicos quanto em soluções voltadas ao novo ambiente de IA.
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Pedro Ripper afirmou que a empresa busca aprofundar presença em segmentos com grande potencial de digitalização, como condomínios e serviços recorrentes. “A gente acredita que conhecer profundamente a natureza do negócio do cliente aumenta a chance de destravar valor”, destacou.
O CEO também admitiu que futuras aquisições podem acelerar a adaptação tecnológica da companhia. “Eventualmente fará sentido comprar empresas menores que tenham soluções focadas para ajudar a construir essa nova infraestrutura ligada à inteligência artificial”, concluiu.
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