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EXCLUSIVO CNBC: Compra da canadense Arc Resources acelera aposta da Shell em gás natural, diz CEO

Publicado 28/04/2026 • 17:46 | Atualizado há 2 dias

KEY POINTS

  • A aquisição tem valor empresarial total de US$ 16,4 bilhões.
  • Wael Sawan afirma que o negócio eleva a previsão de crescimento da produção de petróleo e gás da Shell para 4% ao ano até 2030.
  • CEO diz que o GNL canadense tem vantagem logística pela proximidade com a Ásia.

A Shell vê a compra da canadense Arc Resources como um movimento estratégico para ampliar sua presença em gás natural liquefeito e reforçar a produção de petróleo e gás até 2030, afirmou o CEO da companhia, Wael Sawan.

Em entrevista exclusiva à CNBC, Sawan disse que a aquisição se encaixa na estratégia da empresa de buscar mais valor com menos emissões. As ações da Shell subiam 2% nesta terça-feira (28) após o anúncio do negócio, avaliado em US$ 16,4 bilhões em valor empresarial total. A operação é a maior da companhia em mais de uma década.

O executivo afirmou que a Arc Resources reúne ativos de alta qualidade na Bacia de Montney, no Canadá, uma região considerada relevante para a produção de hidrocarbonetos. Para Sawan, o ativo combina longa duração, baixo custo e baixa intensidade de carbono.

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“É uma área rica em líquidos, no coração da Bacia de Montney, uma das bacias de hidrocarbonetos mais interessantes do mundo”, disse.

Segundo o CEO, a aquisição também tem sinergia com áreas já operadas pela Shell no Canadá e com a cadeia integrada de gás e GNL da companhia no país. Ele destacou ainda a equipe da Arc Resources, construída ao longo de três décadas.

Questionado se a operação representa uma aposta maior em combustíveis fósseis ou uma transição para o gás natural, Sawan afirmou que o negócio altera a trajetória de crescimento da produção da Shell.

“Do ponto de vista estratégico, isso significa que estamos aumentando nossa produção de petróleo e gás em 4% ao ano entre agora e 2030. Antes dessa aquisição, era 1%”, afirmou.

O CEO defendeu que o GNL tem papel central na transição energética por ser flexível, versátil e menos intensivo em carbono do que outras alternativas. Para ele, o gás canadense tem uma vantagem adicional pela logística.

“O GNL canadense tem uma vantagem particular. São dez dias de navegação da costa oeste do Canadá até a Ásia”, disse.

Sawan afirmou que a proximidade com o mercado asiático ajuda a valorizar o produto em um contexto de mudanças geopolíticas e pressão sobre a oferta global de energia.

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O executivo disse que a Shell observava a Arc Resources havia mais de dois anos e que ele próprio acompanhava a companhia. Segundo ele, o momento da transação foi favorável porque as ações da Shell haviam subido, enquanto a Arc Resources não tinha capturado a mesma valorização nos meses anteriores.

Sawan afirmou que essa diferença criou uma oportunidade para oferecer um preço atrativo aos acionistas da Arc, usando aproximadamente três quartos da contraprestação em ações da Shell.

“Essa combinação funcionou muito bem e essencialmente faz do Canadá uma das maiores bases da Shell”, disse.

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