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EXCLUSIVO CNBC: Goldman Sachs Alternatives vê infraestrutura digital como nova classe de ativos para investidores, diz co-CIO
Publicado 19/06/2026 • 21:15 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 19/06/2026 • 21:15 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A infraestrutura digital se tornou uma nova classe de ativos para investidores, em um momento em que data centers, energia e redes passam a sustentar o avanço da inteligência artificial e da economia digital, avaliou o co-CIO do Goldman Sachs Alternatives, Philippe Camu.
Em entrevista exclusiva à CNBC, o Camu afirmou que serão necessários US$ 5 trilhões em investimentos em infraestrutura digital até 2030. Na área de energia, a demanda estimada é de US$ 2,5 trilhões no mesmo período.
“Essa classe de ativos está hoje na encruzilhada de todas as coisas mais importantes para facilitar o crescimento em nossa sociedade”, afirmou.
Segundo ele, a infraestrutura deixou de estar concentrada apenas em transporte, energia e serviços públicos. Hoje, também envolve data centers, infraestrutura digital e transição energética.
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O co-CIO disse que o mercado de infraestrutura cresceu de cerca de US$ 50 bilhões, quando a Goldman começou a investir no segmento em 2006, para aproximadamente US$ 1,5 trilhão em ativos sob gestão.
Ainda assim, afirmou que esse volume é pequeno diante da necessidade global de capital. Segundo ele, serão necessários US$ 100 trilhões em infraestrutura até 2040, considerando diferentes subsetores.
“Esses números mostram a necessidade de capital para construir a infraestrutura de amanhã e para atualizar e manter a de ontem”, disse.
O executivo afirmou que o Goldman Sachs Alternatives busca investir em empresas de médio porte, de até US$ 2 bilhões, com potencial para se tornarem campeãs nacionais ao longo do ciclo de investimento.
Questionado sobre o impacto de juros mais altos, inflação e condições econômicas menos favoráveis, o executivo afirmou que o ambiente mudou desde a pandemia e a guerra na Ucrânia.
Segundo Camu, o mundo deixou para trás duas décadas marcadas por juros em queda, custos menores, globalização e menor atrito comercial.
“Estamos agora em um novo mundo desde a pandemia e a guerra na Ucrânia, onde tudo isso é o oposto”, afirmou.
Para o co-CIO, infraestrutura pode se beneficiar nesse cenário por ser um ativo real, intensivo em capital, com barreiras de entrada e papel crítico para a sociedade.
“A infraestrutura, como ativo real, tem poder de precificação”, disse.
Ele afirmou que, em um ambiente de menor liquidez e juros mais altos, o setor pode oferecer retornos ajustados ao risco melhores do que no período de taxas próximas de zero.
“Menos alavancagem é melhor, mas é preciso precificar. Essa é a beleza dessa classe de ativos”, afirmou.
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O executivo também afirmou que investidores devem evitar projetos dependentes de subsídios ou contratos governamentais. Segundo ele, mudanças retroativas em tarifas e regras já geraram problemas em setores como energia renovável na Europa.
“Se você puder ficar longe de subsídios, se puder ter um investimento que não dependa de tarifas de alimentação do governo, é melhor”, afirmou.
Camu citou investimentos em gás produzido a partir de resíduos agrícolas e em energia solar nos Estados Unidos com contratos privados de longo prazo.
Segundo o co-CIO, a tese é buscar ativos essenciais para a sociedade, com contratos privados e menor exposição à decisão política.
“Investidores privados precisam fazer sozinhos”, disse. “Tudo se resume à contraparte, ao risco de crédito e a negociar um acordo.”
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