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Conexão Global: renda fixa segue atrativa e IA deve guiar oportunidades de investimento no segundo semestre

Publicado 22/07/2026 • 16:58 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ativos ligados ao CDI renderam entre 6% e 7% no primeiro semestre, desempenho próximo ao do Ibovespa.
  • Inflação, petróleo e trajetória dos juros nos Estados Unidos devem ampliar a volatilidade dos mercados.
  • Santander vê oportunidades também em ações de empresas com balanços sólidos, geração de caixa e pagamento de dividendos.

A renda fixa brasileira deve continuar entre as principais alternativas para os investidores no segundo semestre, enquanto ativos ligados à inteligência artificial permanecem como uma das teses de maior crescimento no mercado internacional.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Lucas Carvalho, estrategista de investimentos do Santander, afirmou que a combinação entre juros elevados, inflação incerta e volatilidade externa reforça a necessidade de diversificação das carteiras.

“A principal mensagem é que a diversificação é uma grande aliada dos investidores. Por meio dela, é possível minimizar os riscos dos portfólios e potencializar os ganhos em uma visão de longo prazo”, afirmou.

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CDI teve desempenho próximo ao Ibovespa

Entre os destaques do primeiro semestre, Carvalho citou os ativos de tecnologia no exterior, a renda fixa brasileira, a bolsa e a valorização de commodities, especialmente o petróleo.

Nos Estados Unidos, o Nasdaq superou o desempenho do S&P 500, movimento atribuído à procura por empresas expostas ao desenvolvimento da inteligência artificial.

No Brasil, os investimentos ligados ao CDI acumularam retorno entre 6% e 7% nos seis primeiros meses do ano, segundo o estrategista. O desempenho ficou próximo ao registrado pelo Ibovespa.

“Isso mostra que o investidor não precisou tomar tantos riscos para ter uma rentabilidade atrativa”, disse.

O índice de dividendos também apresentou desempenho relevante. Segundo Carvalho, investidores buscaram companhias líderes em seus setores, com vantagens competitivas, endividamento controlado e capacidade de distribuir proventos.

Inflação e juros devem ampliar volatilidade

A trajetória da inflação global será um dos principais fatores acompanhados no segundo semestre, especialmente após a alta e a volatilidade dos preços do petróleo.

As decisões de política monetária também devem influenciar o comportamento dos ativos. Carvalho afirmou que houve uma mudança relevante nas expectativas para os juros americanos.

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No fim do ano passado e no início deste ano, o mercado projetava cortes de juros nos Estados Unidos. Agora, parte dos investidores considera a possibilidade de uma ou duas altas no segundo semestre, segundo o estrategista.

“Os investidores estão buscando reprecificar os ativos dentro desse novo contexto de inflação mais elevada e de indefinições sobre os juros”, afirmou.

Inteligência artificial permanece no radar

Apesar das dúvidas sobre os preços de algumas empresas de tecnologia, Carvalho avalia que a inteligência artificial representa uma tendência de longo prazo.

“A inteligência artificial é o assunto do momento e será o assunto dos próximos anos, mesmo que o mercado ainda questione o valuation de algumas empresas”, disse.

Transição energética, infraestrutura digital e biotecnologia também estão entre os segmentos que podem atrair recursos nos próximos meses.

Leia também: Conexão Global: Santander eleva projeção para S&P 500 e vê alta de 15% em 12 meses

Prefixados e títulos de inflação oferecem oportunidades

Na renda fixa, o estrategista destacou os investimentos atrelados ao CDI, diante da manutenção dos juros em patamares elevados.

Títulos prefixados também podem ser usados para garantir as taxas atuais por períodos de três a cinco anos. Já os papéis vinculados à inflação oferecem proteção e taxas consideradas atrativas para investidores com horizonte de longo prazo.

Carvalho também vê oportunidades na renda variável brasileira e internacional, desde que o investimento seja compatível com o perfil de risco.

Segundo ele, a preferência deve recair sobre empresas com balanços sólidos, capacidade de crescimento, geração de caixa e lucros consistentes.

“A ideia principal é evitar concentrações excessivas. A diversificação é uma chave importante para buscar consistência no longo prazo”, afirmou.

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