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Brazil Week: CEO da Avenue diz que Brasil precisa se mostrar mais amigável ao capital internacional

Publicado 12/05/2026 • 19:23 | Atualizado há 11 minutos

KEY POINTS

  • Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante a Brazil Week, Roberto Lee disse que o Brasil ainda é visto dentro do bloco de mercados emergentes.
  • CEO da Avenue afirmou que o evento em Nova York ajuda a aprofundar conversas sobre macroeconomia, energia, agro, indústria e mercado financeiro.
  • Segundo Lee, a conexão entre Brasil e Estados Unidos é complementar e permite ampliar o fluxo de investimentos nos dois sentidos.

O Brasil precisa se mostrar mais aberto e amigável ao capital internacional para atrair uma fatia maior dos recursos destinados a mercados emergentes. É o que afirmou Roberto Lee, fundador e CEO da Avenue, em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante a Brazil Week, em Nova York.

Lee disse que investidores americanos ainda enxergam o Brasil dentro de um conjunto mais amplo de emergentes, e não necessariamente como uma tese isolada de investimento.

“O mercado americano, do ponto de vista de investimento, é extremamente dominante nas carteiras de todos os investidores do mundo”, afirmou. Segundo ele, uma pequena mudança em busca de diversificação já representa “uma avalanche de recurso financeiro”, principalmente para mercados emergentes.

Na avaliação do CEO da Avenue, o Brasil entra nesse movimento, mas ainda precisa se diferenciar. Ele disse que há teses específicas, especialmente em energia, mas que o país ainda é tratado de forma ampla dentro do bloco emergente.

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“Quanto mais a gente se mostra, quanto mais a gente se abre e se mostra friendly, ou amigável, para o capital internacional, na perspectiva regulatória, na perspectiva política, mais a gente é capaz de atrair”, afirmou.

Lee disse que a Brazil Week se consolidou como um espaço de discussões sobre o Brasil em várias dimensões, incluindo agronegócio, indústria, política, mercado financeiro e energia.

“Acho que é a semana que a gente tira para discutir vários assuntos”, disse. “O interessante aqui é que o Brasil é discutido em todas as dimensões possíveis.”

Segundo o executivo, as conversas econômicas sobre o Brasil amadureceram nos últimos anos. Antes, afirmou, o país era tratado de forma mais genérica dentro da América Latina. Agora, há discussões mais específicas sobre macroeconomia brasileira e oportunidades em diferentes regiões.

“Brasil era discutido muito no passado no espectro de Latam, mas no final das contas Brasil é muito pouco adaptável à conversa”, disse. “Hoje a gente conversa bastante sobre macro de Brasil, as oportunidades específicas de cada região.”

Lee afirmou que temas como agro, produção de energia e mercado financeiro aparecem com força nas discussões da semana. Para ele, a Brazil Week permite expor ao mercado americano diferentes leituras sobre o país, seja para investidores, reguladores, agentes políticos ou empresas.

O CEO também destacou que a Avenue atua em uma direção complementar à de muitos empresários brasileiros presentes no evento. Enquanto parte dos executivos busca atrair capital estrangeiro para o Brasil, a empresa conecta investidores brasileiros ao mercado norte-americano.

“No final, tudo é troca”, afirmou. “Quanto mais conectado é o país ao resto do mundo, e a gente pode falar que o líder desse mundo são os Estados Unidos, mais troca a gente tem.”

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Segundo Lee, o objetivo da Avenue é construir caminhos para que brasileiros possam acessar oportunidades de investimento nos Estados Unidos sem perder a conexão com o Brasil.

“O que a gente tenta construir são caminhos para que brasileiros possam usufruir das maiores oportunidades de investimento aqui nos Estados Unidos, assim como investidores do mundo inteiro fazem”, disse.

Ele afirmou que essa conexão também melhora a compreensão dos dois lados. Para Lee, americanos têm aprendido mais sobre a estrutura política, financeira e empresarial do Brasil, enquanto brasileiros também passam a entender melhor o funcionamento da economia, da política e do mercado norte-americano.

“Essas conexões têm crescido muito ao longo dos últimos anos e acho que vão cada vez mais se intensificar”, afirmou.

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