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Publicado 12/05/2026 • 18:45 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Conheça a Tether, empresa de criptomoedas que entrou na Justiça para cobrar calote ligado ao Banco Master
A Tether, empresa responsável pela emissão do USDT, acionou a Justiça de São Paulo para tentar reaver um empréstimo bilionário que a companhia concedeu a uma holding ligada ao Banco Master.
A ação envolve cerca de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão), valor que já supera R$ 1,6 bilhão com a incidência de juros, segundo cálculos da própria empresa.
Leia também: Gigante de criptomoedas vai à Justiça para cobrar calote de R$ 1,5 bilhão de holding ligada ao Banco Master
A Tether é a empresa responsável pela emissão do USDT, a maior stablecoin (um tipo de criptomoeda), do mundo em volume de uso. Nesse contexto, o ativo segue o dólar americano e replica o valor da moeda em formato digital, com foco em estabilidade de preço dentro do mercado de criptomoedas.
O USDT permite transferências rápidas entre países, facilita operações em exchanges e serve como instrumento de liquidez global. A empresa se posiciona como uma infraestrutura financeira baseada em blockchain, conectando o sistema bancário tradicional ao ecossistema digital.
O USDT tem papel relevante na liquidez do mercado cripto e traders (pessoas ou empresas que compram e vendem ativos financeiros) e exchanges (plataformas digitais usadas para comprar, vender e negociar criptomoedas) o utilizam amplamente, segundo a Tether.
Além disso, a empresa afirma que o token combina estabilidade de preço com alta liquidez, o que favorece seu uso em operações de negociação no ecossistema de ativos digitais.
Diferente de muitos ativos digitais, o USDT circula em várias blockchains (sistemas digitais que registram transações) e protocolos de transporte. O que amplia sua interoperabilidade e reduz a dependência de uma única infraestrutura.
A Tether afirma que o USDT é pareado em 1 para 1 com o dólar e que os tokens são 100% respaldados por reservas da empresa. Segundo a companhia, essas reservas dão suporte à manutenção da paridade do ativo.
Em determinados momentos, a Tether já figurou entre os maiores detentores privados de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Isso reforça o peso da empresa não apenas no setor cripto, mas também no sistema financeiro tradicional.
A Tether afirma que sua proposta vai além da emissão de stablecoins e, além disso, inclui o uso de blockchain para viabilizar serviços financeiros transfronteiriços mais democratizados. Nesse sentido, sua plataforma busca modernizar o uso de moedas tradicionais no ambiente digital.
Leia também: Tether registra lucro bilionário e amplia presença em agronegócio e futebol
A Tether acionou a Justiça brasileira para tentar recuperar um empréstimo concedido à Titan Holding, ligada ao Banco Master. O valor original da operação é de US$ 300 milhões, com previsão de pagamento em até 12 meses.
O contrato previa cláusulas de vencimento antecipado em caso de piora no risco de crédito. Esse gatilho foi acionado após o rebaixamento da nota do Banco Master pela Fitch Ratings e, posteriormente, com a liquidação da instituição decretada pelo Banco Central.
Segundo a empresa, mesmo após esses eventos, não houve pagamento da dívida. Além disso, como garantia, foi vinculada uma carteira de crédito consignado do banco, incluindo operações relacionadas ao Credcesta, voltadas a servidores públicos e aposentados.
No processo, a Tether pede o bloqueio de ativos das empresas envolvidas e, ainda, a destinação dos fluxos dessa carteira para quitar o valor devido. Por fim, a ação cita representantes da Titan e inclui empresas do grupo como devedoras solidárias.
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